A mão invisível: uma ideia básica de economia

mão invisível

A ideia da mão invisível

Imagine o impacto causado por uma ideia radical – A mão invisível – proposta por Adam Smith no século XVIII?

Lembre-se, nesse período tudo era dominado pela igreja e qualquer possibilidade de prosperidade humana não estar relacionada ao divino, seria uma completa blasfêmia.

Então, se você quer saber um pouquinho mais sobre esse conceito básico de economia, siga a leitura!

Adam Smith

Smith (1723-1790), um dos fundadores da economia moderna, em seu tempo, era o que nos dias de hoje chamamos de filósofo.

Se acaso, hoje você possa achar que os assuntos tratados pelos economistas e como esses falam tedioso, Smith era bem habilidoso. Pois bem, as suas habilidades de escrita poderiam dar inveja à Shakespeare. Tanto quanto, seus trabalhos envolviam questões relacionadas à ética, crescimento econômico, educação, divisão de trabalho, evolução social, livre concorrência.

Por exemplo, em seu livro a “Teoria dos Sentimentos Morais”, escrito em 1759, Smith escreveu que os ricos “São levados por uma mão invisível a fazer quase a mesma distribuição do que é necessário à vida que teria sido feita se a terra tivesse sido dividida em porções iguais entre entre todos os seus habitantes, e assim, sem o pretender, sem o saber, promovem o interesse da sociedade.”

Assim, ele quis dizer com isso que, os ricos não serão capazes de consumirem toda a riqueza que possuem. Nesse sentido, quando atenderem aos seus próprios interesses pessoais, as suas riquezas serão naturalmente distribuídas, atendendo ao princípio da mão invisível. Ou seja, isso oportunizaria um certo equilíbrio à economia.

A propriedade e a mão

Inicialmente, vamos entender um pouco sobre ‘propriedade‘.

Não podemos esquecer que a propriedade, entendida como direito do homem, é uma das prerrogativas mais antigas da humandidade. Resumidamente, a propriedade dá o direito de posse de uma pessoa sobre um bem específico.

O conceito modificou e evoluiu com as transições sociais e históricas. Não obstante, em 350 a.C., Aristóteles já havia declarado que a propriedade deveria ser privada. O assunto sempre foi de grande interesse entre os filósofos.

Dessa forma, a concepção unitária da propriedade, funciona muito bem dentro da ideologia liberal da Idade Moderna. Assim, o intervencionismo do governo deve ser visto com cautela e desautoriza que o mesmo decida o que deve ser produzido ou consumido.

Consequentemente, a força motriz que a propriedade tem dentro da economia sempre foi fundamental.

A ação da mão invisível

Sendo assim, Smith porpôs a ideia da mão invisível em seu livro, que por sinal, foi um grande sucesso comercial e esgotou na primeira edição.

Basicamente, a mão invisível reflete a lei da oferta e da demanda, sobre bens e serviços – que você também pode chamar de propriedade.

A ideia é a seguinte: não existe nenhum problema quando as pessoas agem em interesse pessoal em relaçao à sua propriedade. Ou seja,  no livre mercado, quando as pessoas trabalham em prol de suas ambições, a sociedade se beneficia.

Em seu livro “A riqueza das nações” – 1776 – o pai da economia explica a importância dos mercados livres e destaca a sua necessidade para o desenvolvimento e aprimoramento da sociedade.

Não ofereça o que as pessoas não querem

mão invisível

Ao criar a lâmpada, Thomas pretendia ficar rico ou talvez famoso? Sim.

Mas, entendendo o poder da mão invisível, se não existisse a demanda pela lâmpada elétrica, Thomas não teria tido sucesso nas vendas e a situação não teria funcionado.

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Podemos ainda utilizar outro exemplo para explicar. Na década de 1980, a mão invisível também se fez presente na mudança da receita de um refrigerante da Coca-Cola. A “New Coke” foi um desastre e precisou ser retirada do mercado. Assim, a versão antiga retornou às prateleiras e os lucros retornaram.

Ou seja, não ofereça o que as pessoas não querem. Muito óbvio, não?

Mas, apesar de bem ampla e bastante utilizável, a ideia não funciona em todas as situações.

Nesse interim, existe um dilema que Smith chamou de “tragédia dos comuns”. Posto que, caso exista a oferta limitada de determinado recurso, os que o exploram fazem em detrimento dos seus “comuns”. Algo bastante estudado pela Economia Ambiental.

Para entender, basta pensar acerca do uso do carvão e do petróleo, que são recursos limitados. Apesar disso, são explorados e trazem consequências variadas ao meio ambiente.

 

 

 

 

O interesse pessoal move a sociedade…

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Por fim, podemos concluir que a ideia principal da mão invisível é: o interesse pessoal é bom para a sociedade.

E, além disso, Smith propôs que é importante distinguir entre o interesse pessoal e a pura preguiça egoísta.

Algumas pessoas, por exemplo, podem tentar burlar a lei por pura cobiça, na tentativa de enriquecer em detrimento dos demais.

Para finalizar:

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o jantar, mas da consideração que têm por seus próprios interesses. Apelamos não à sua humanidade, mas ao seu amor-próprio, e nunca lhes falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que elas podem obter.”

Adam Smith

 

 

 

 

Artigo baseado no livro: 50 ideias de economia que você precisa conhecer – Edmund Conway

Espero que tenha gostado!

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