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Bancos Múltiplos: Carteiras, Funções e Leasing Pular para o conteúdo

Bancos Múltiplos: Carteiras, Funções e Leasing

Bancos Múltiplos: Carteiras, Funções e Leasing

Bancos Múltiplos: Carteiras, Funções e Leasing

Os bancos múltiplos aparecem em quase toda prova de certificação do mercado financeiro, e entender como eles funcionam evita erros em questões de Sistema Financeiro Nacional. Neste guia, você vê as carteiras, os requisitos, as funções e a diferença entre leasing financeiro e operacional, com foco em quem estuda para CPA, C-PRO I, C-PRO R, ANCORD e CFP.

O que são bancos múltiplos?

De acordo com a Resolução CMN 2.099, de 1994, os bancos múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as operações ativas, passivas e acessórias de diversas instituições financeiras por meio de carteiras diferentes, reunidas em uma só empresa.

Quais são as carteiras de um banco múltiplo?

  • Comercial
  • Investimento e/ou desenvolvimento
  • Crédito imobiliário
  • Arrendamento mercantil e de crédito (leasing)
  • Financiamento e investimento (financeiras)

Requisitos para constituir um banco múltiplo

  • Possuir pelo menos duas carteiras, sendo uma delas obrigatoriamente comercial ou de investimento.
  • Ser organizado sob a forma de sociedade anônima.
  • Ter a expressão "banco" na denominação social.
  • A carteira de desenvolvimento só pode ser operada por banco público.
  • Ter um único CNPJ e poder publicar um único balanço.

Importante! Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições monetárias, pois podem captar depósitos à vista.

Ponto de prova: a combinação mínima é de duas carteiras, e uma delas precisa ser comercial ou de investimento. Se a questão disser que o banco múltiplo pode ter apenas carteiras de crédito imobiliário e leasing, está errada.

Bancos múltiplos
Várias carteiras, uma única instituição
1 CNPJ  |  1 balanço  |  mínimo de 2 carteiras
Uma delas obrigatoriamente comercial ou de investimento
As 5 carteiras possíveis
Comercial
Depósitos à vista
Investimento / Desenvolvimento
Desenvolvimento só em banco público
Crédito imobiliário
Financiamento de imóveis
Arrendamento mercantil
Leasing
Financiamento e investimento
Financeiras
Requisitos
Sociedade anônima
"Banco" na denominação social
Carteira comercial = instituição monetária
Base legal: Resolução CMN 2.099, de 1994
Pro Edu  |  Certificações CPA, ANCORD e CFP  |  proeducacional.com

Principais funções dos bancos múltiplos

  • Operações de underwriting (subscrição de ações)
  • Negociação de títulos e valores mobiliários
  • Administração de recursos de terceiros
  • Intermediação de câmbio
  • Intermediação de derivativos
  • Operações estruturadas de empréstimos ou financiamento

Relembrando: underwriting ocorre quando uma instituição financeira se propõe a realizar a subscrição de ações de uma empresa que realizou IPO. As modalidades de garantia são: garantia firme, garantia parcial ou melhores esforços (nesta última, não há garantia propriamente dita).

Banco de investimento: o que é e como funciona

O banco de investimento é uma instituição financeira privada, especializada em participação societária de caráter temporário, financiamento da atividade produtiva (capital fixo e de giro) e administração de recursos de terceiros. Foi criado para conceder crédito de médio e longo prazo às empresas.

  • Não pode captar depósitos à vista, por isso não costuma oferecer contas-correntes.
  • Capta recursos por depósitos a prazo (CDB/RDB), repasses de recursos externos e internos e venda de cotas de fundos que administra.
  • Deve ser constituído como sociedade anônima e usar a expressão "Banco de Investimento" na denominação social.
  • Pode manter contas-correntes, desde que não sejam remuneradas nem movimentáveis por cheques.

Principais operações (Resolução CMN 2.624, de 1999): financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros, repasses de empréstimos externos, administração de fundos de investimento e captação por CDB/RDB ou venda de cotas de fundos.

Banco de desenvolvimento: função e características

Os bancos de desenvolvimento são controlados pelos governos estaduais, ou pelo Governo Federal no caso do BNDES, fundado em 20 de junho de 1952 e maior expoente do segmento. O objetivo é financiar, a médio e longo prazos, programas e projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social do respectivo Estado.

  • Operações passivas: depósitos a prazo, empréstimos externos, emissão ou endosso de cédulas hipotecárias, cédulas pignoratícias de debêntures e Títulos de Desenvolvimento Econômico.
  • Operações ativas: empréstimos e financiamentos, dirigidos prioritariamente ao setor privado.
  • Devem ser sociedades anônimas, com sede na capital do Estado controlador, e adotar a expressão "Banco de Desenvolvimento" seguida do nome do Estado (Resolução CMN 394, de 1976).

Comparativo: banco múltiplo, banco de investimento e banco de desenvolvimento

Característica Banco múltiplo Banco de investimento Banco de desenvolvimento
Natureza Privado ou público Privado Público (estadual ou federal)
Forma societária Sociedade anônima Sociedade anônima Sociedade anônima
Depósito à vista Sim, se tiver carteira comercial Não Não
Foco Várias operações por carteiras Crédito de médio e longo prazo às empresas Projetos de desenvolvimento econômico e social
Expressão obrigatória "Banco" "Banco de Investimento" "Banco de Desenvolvimento" + nome do Estado

Operações ativas, passivas e acessórias

Esse é um dos temas mais cobrados sobre instituições financeiras. Veja a diferença:

Tipo Posição da instituição Exemplos
Ativas Credora: fornece os recursos e recebe juros e principal do cliente Abertura de crédito simples e em conta-corrente, desconto de títulos, empréstimo para capital de giro, crédito rural
Passivas Devedora: recebe recursos de terceiros, paga juros e devolve o principal Depósitos à vista e a prazo fixo, emissão de CDBs
Acessórias Prestadora de serviços: atua como intermediadora, oferecendo seu know-how Câmbio, custódia de títulos e valores, operações compromissadas, administração de fundos de investimento

Ponto de prova: operação ativa é aquela em que o banco empresta (vira credor). Operação passiva é aquela em que o banco capta (vira devedor). Um CDB, por exemplo, é operação passiva para quem emite.

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Certificação Curso
CPA, C-PRO I e C-PRO R Combo CPA, C-PRO I e C-PRO R
ANCORD Curso ANCORD
CFP Curso CFP

Bancos de arrendamento mercantil: o que é leasing?

Entre as carteiras possíveis em um banco múltiplo está a de arrendamento mercantil. Nela, a instituição adquire bens móveis ou imóveis segundo as especificações do cliente (arrendatário) e os arrenda para uso próprio dele. Assim, o cliente usa o bem sem ser proprietário. Isso é o leasing.

A posse do bem é da instituição financeira, e não do cliente, como ocorre no financiamento, embora a dinâmica seja parecida. Ao final do contrato, a depender da modalidade, o cliente pode comprar o bem, renovar o contrato ou devolvê-lo.

Leasing financeiro x leasing operacional

Característica Leasing financeiro Leasing operacional
Prazo mínimo 2 anos para bens com vida útil de até 5 anos; 3 anos para bens com vida útil superior a 5 anos 90 dias
Valor residual garantido (VRG) Permitido Não permitido
Opção de compra Pactuada no início do contrato, normalmente igual ao VRG Conforme o valor de mercado
Manutenção do bem Por conta do arrendatário (cliente) Por conta do arrendatário ou da arrendadora, conforme o contrato
Pagamentos O total, incluindo o VRG, deve garantir à arrendadora o retorno do investimento, com juros sobre o recurso empregado A soma dos pagamentos não pode exceder 90% do valor do bem arrendado

Ponto de prova: lembre-se do trio que diferencia os dois: prazo (financeiro é mais longo), VRG (só no financeiro) e limite de 90% dos pagamentos (só no operacional).

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Referências

  • BANCO CENTRAL DO BRASIL. Quadro resumo: leasing financeiro e leasing operacional.
  • CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. Resolução CMN nº 2.099, de 1994.
  • CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. Resolução CMN nº 2.624, de 1999.
  • CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. Resolução CMN nº 394, de 1976.
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