🔄
Prática Não Equitativa: Insider Trading e Front Running Pular para o conteúdo

Prática Não Equitativa: Insider Trading e Front Running

Prática Não Equitativa: Insider Trading e Front Running

Prática Não Equitativa: Insider Trading e Front Running

A prática não equitativa é um dos temas mais cobrados em provas de certificação do mercado financeiro, e entender a diferença entre insider trading e front running pode garantir pontos importantes na sua aprovação. Neste guia, você aprende o que a CVM considera ilícito, como cada prática funciona e o que costuma aparecer na prova.

O que é prática não equitativa?

Prática não equitativa é aquela de que resulte, direta ou indiretamente, efetiva ou potencialmente, um tratamento para qualquer das partes, em negociações com valores mobiliários, que a coloque em uma indevida posição de desequilíbrio ou desigualdade em face dos demais participantes da operação. Ela é vedada pela Resolução CVM nº 62/2022.

Elementos que configuram a prática não equitativa

Para que o ilícito fique caracterizado, três elementos são necessários:

  • a operação com valores mobiliários;
  • a posição de desequilíbrio ou desigualdade da parte que realizou a transação em relação ao mercado;
  • a natureza imprópria desse desequilíbrio.

Esses critérios aparecem nos processos administrativos sancionadores da CVM (SP 2017/315, CVM 03/2015 e CVM 04/2010).

Prática Não Equitativa Insider Trading x Front Running: entenda a diferença Definição (Resolução CVM 62/2022) Negociação com valores mobiliários que coloca uma parte em posição indevida de desequilíbrio INSIDER TRADING Papel do agente Está na origem da informação O que faz Negocia com informação confidencial Exemplo Antecipa anúncio de fechamento de unidades da empresa Normas Lei 6.404/1976 e Res. CVM 44/2021 FRONT RUNNING Papel do agente Recebe a informação O que faz Antecipa a ordem de um cliente Exemplo Corretor que "corre na frente" da ordem do cliente Mais expostos Corretores, gestores e analistas Em ambos: uso de informação privilegiada para obter vantagem indevida PRO EDU | CPA, C-PRO, ANCORD, CFP, CNPI, CFG, CGA, CGE | proeducacional.com

Ponto de prova: lembre os três elementos: operação com valores mobiliários, posição de desequilíbrio e natureza imprópria desse desequilíbrio. Sem os três, a prática não fica configurada.

O que é insider trading?

Insider trading é a compra e venda de títulos ou valores mobiliários com base no uso de informação confidencial, com o objetivo de obter benefício próprio ou de terceiros (incluindo os colaboradores).

Ele funciona assim: quem comete o ilícito sabe qual será o impacto da informação privilegiada quando ela chegar ao público, como o anúncio de fechamento de várias unidades de uma empresa, e negocia antes da divulgação para lucrar com a movimentação.

Insider trading e a vedação ao uso de informação privilegiada

A prática não equitativa se relaciona com a vedação ao uso de informações privilegiadas, regulamentada pela Lei 6.404/1976, pela Lei de Valores Mobiliários e pela Resolução CVM 44/2021. Essas normas proíbem negociações com base em informações relevantes não divulgadas ao público e preveem penalidades de natureza cível, criminal e administrativa, além de regras preventivas e repressivas.

O que é front running?

Front running significa "correr na frente". Ocorre, por exemplo, quando um corretor tem acesso a uma ordem de seu cliente e tenta tirar proveito disso, fazendo um movimento antecipado. É a prática que envolve aproveitar alguma informação confidencial para realizar ou concluir uma operação antes dos outros.

Pelas características do ilícito, os agentes mais sujeitos a cometê-lo são corretores, gestores, analistas e outros agentes que gerenciam recursos.

Diferença entre insider trading e front running

Na prática, a diferença está no papel do agente em relação à informação. Veja o comparativo:

Critério Insider trading Front running
Relação com a informação O agente normalmente está presente na origem e na formação da informação privilegiada O agente comumente recebe a informação
Como funciona Negocia com base em informação confidencial antes de sua divulgação Antecipa uma operação usando informação confidencial, como a ordem de um cliente
Exemplo Negociar antes do anúncio de fechamento de unidades da empresa Corretor que opera antes da ordem de seu cliente
Agentes mais expostos Quem tem acesso à origem da informação Corretores, gestores, analistas e outros que gerenciam recursos

Ponto de prova: insider trading é negociar visando vantagem com informações internas da empresa (insider). Front running é emitir ordens antes do cliente, "correndo na frente", para ter vantagem sobre os outros. Nos dois casos, o agente possui informações privilegiadas e as usa para obter ganhos com a movimentação que a informação gerará.

Dever de sigilo e comunicação ao Diretor de Compliance

As regras internas das gestoras reforçam a prevenção dessas práticas. Veja os principais deveres dos colaboradores:

  • Sigilo: guardar sigilo sobre qualquer informação confidencial até sua divulgação ao mercado e zelar para que subordinados e terceiros de confiança façam o mesmo, respondendo pelos danos em caso de descumprimento;
  • Comunicação: ao ter acesso a informação confidencial, por qualquer meio, informar imediatamente o Diretor de Compliance e indicar a fonte. O dever vale também quando o acesso é acidental, por comentários casuais, negligência ou indiscrição;
  • Abstenção: quem acessa a informação não pode usá-la nem comunicá-la a terceiros, exceto ao Diretor de Compliance;
  • Vigência: esses deveres valem durante o relacionamento profissional com a gestora e também após o seu término.

É expressamente proibido valer-se dessas práticas para obter vantagem indevida, para si ou para outrem, negociando títulos e valores mobiliários em nome próprio ou de terceiros. O colaborador se sujeita às penalidades da política interna e da legislação aplicável, incluindo demissão por justa causa, mesmo que tenha acesso à informação por meios legais e adequados.

Ponto de prova: o dever de sigilo não termina com o fim do vínculo profissional. Ele continua após o desligamento do colaborador.

Quais certificações cobram esse conteúdo?

Ética, regulação e condutas vedadas pela CVM são temas recorrentes nas principais certificações do mercado financeiro. Escolha o curso da Pro Edu que combina com o seu objetivo:

Certificação Curso Pro Edu
CPA, C-PRO I e C-PRO R Combo CPA, C-PRO I e C-PRO R
ANCORD Curso ANCORD
CFP Curso CFP
CNPI Curso CNPI
CFG, CGA e CGE Curso CFG, CGA e CGE

Estude com quem prepara você para a aprovação

Dominar a prática não equitativa, o insider trading e o front running é só o começo. Na Pro Edu, você estuda com conteúdo direto ao ponto, focado no que realmente cai na prova. Conheça todos os cursos em proeducacional.com e comece hoje a sua preparação para a certificação.

A prática não equitativa é um dos temas mais cobrados em provas de certificação do mercado financeiro, e entender a diferença entre insider trading e front running pode garantir pontos importantes na sua aprovação. Neste guia, você aprende o que a CVM considera ilícito, como cada prática funciona e o que costuma aparecer na prova.

O que é prática não equitativa?

Prática não equitativa é aquela de que resulte, direta ou indiretamente, efetiva ou potencialmente, um tratamento para qualquer das partes, em negociações com valores mobiliários, que a coloque em uma indevida posição de desequilíbrio ou desigualdade em face dos demais participantes da operação. Ela é vedada pela Resolução CVM nº 62/2022.

Elementos que configuram a prática não equitativa

Para que o ilícito fique caracterizado, três elementos são necessários:

  • a operação com valores mobiliários;
  • a posição de desequilíbrio ou desigualdade da parte que realizou a transação em relação ao mercado;
  • a natureza imprópria desse desequilíbrio.

Esses critérios aparecem nos processos administrativos sancionadores da CVM (SP 2017/315, CVM 03/2015 e CVM 04/2010).

Ponto de prova: lembre os três elementos: operação com valores mobiliários, posição de desequilíbrio e natureza imprópria desse desequilíbrio. Sem os três, a prática não fica configurada.

O que é insider trading?

Insider trading é a compra e venda de títulos ou valores mobiliários com base no uso de informação confidencial, com o objetivo de obter benefício próprio ou de terceiros (incluindo os colaboradores).

Ele funciona assim: quem comete o ilícito sabe qual será o impacto da informação privilegiada quando ela chegar ao público, como o anúncio de fechamento de várias unidades de uma empresa, e negocia antes da divulgação para lucrar com a movimentação.

Insider trading e a vedação ao uso de informação privilegiada

A prática não equitativa se relaciona com a vedação ao uso de informações privilegiadas, regulamentada pela Lei 6.404/1976, pela Lei de Valores Mobiliários e pela Resolução CVM 44/2021. Essas normas proíbem negociações com base em informações relevantes não divulgadas ao público e preveem penalidades de natureza cível, criminal e administrativa, além de regras preventivas e repressivas.

O que é front running?

Front running significa "correr na frente". Ocorre, por exemplo, quando um corretor tem acesso a uma ordem de seu cliente e tenta tirar proveito disso, fazendo um movimento antecipado. É a prática que envolve aproveitar alguma informação confidencial para realizar ou concluir uma operação antes dos outros.

Pelas características do ilícito, os agentes mais sujeitos a cometê-lo são corretores, gestores, analistas e outros agentes que gerenciam recursos.

Diferença entre insider trading e front running

Na prática, a diferença está no papel do agente em relação à informação. Veja o comparativo:

Critério Insider trading Front running
Relação com a informação O agente normalmente está presente na origem e na formação da informação privilegiada O agente comumente recebe a informação
Como funciona Negocia com base em informação confidencial antes de sua divulgação Antecipa uma operação usando informação confidencial, como a ordem de um cliente
Exemplo Negociar antes do anúncio de fechamento de unidades da empresa Corretor que opera antes da ordem de seu cliente
Agentes mais expostos Quem tem acesso à origem da informação Corretores, gestores, analistas e outros que gerenciam recursos

Ponto de prova: insider trading é negociar visando vantagem com informações internas da empresa (insider). Front running é emitir ordens antes do cliente, "correndo na frente", para ter vantagem sobre os outros. Nos dois casos, o agente possui informações privilegiadas e as usa para obter ganhos com a movimentação que a informação gerará.

Dever de sigilo e comunicação ao Diretor de Compliance

As regras internas das gestoras reforçam a prevenção dessas práticas. Veja os principais deveres dos colaboradores:

  • Sigilo: guardar sigilo sobre qualquer informação confidencial até sua divulgação ao mercado e zelar para que subordinados e terceiros de confiança façam o mesmo, respondendo pelos danos em caso de descumprimento;
  • Comunicação: ao ter acesso a informação confidencial, por qualquer meio, informar imediatamente o Diretor de Compliance e indicar a fonte. O dever vale também quando o acesso é acidental, por comentários casuais, negligência ou indiscrição;
  • Abstenção: quem acessa a informação não pode usá-la nem comunicá-la a terceiros, exceto ao Diretor de Compliance;
  • Vigência: esses deveres valem durante o relacionamento profissional com a gestora e também após o seu término.

É expressamente proibido valer-se dessas práticas para obter vantagem indevida, para si ou para outrem, negociando títulos e valores mobiliários em nome próprio ou de terceiros. O colaborador se sujeita às penalidades da política interna e da legislação aplicável, incluindo demissão por justa causa, mesmo que tenha acesso à informação por meios legais e adequados.

Ponto de prova: o dever de sigilo não termina com o fim do vínculo profissional. Ele continua após o desligamento do colaborador.

Quais certificações cobram esse conteúdo?

Ética, regulação e condutas vedadas pela CVM são temas recorrentes nas principais certificações do mercado financeiro. Escolha o curso da Pro Edu que combina com o seu objetivo:

Certificação Curso Pro Edu
CPA, C-PRO I e C-PRO R Combo CPA, C-PRO I e C-PRO R
ANCORD Curso ANCORD
CFP Curso CFP
CNPI Curso CNPI
CFG, CGA e CGE Curso CFG, CGA e CGE

Estude com quem prepara você para a aprovação

Dominar a prática não equitativa, o insider trading e o front running é só o começo. Na Pro Edu, você estuda com conteúdo direto ao ponto, focado no que realmente cai na prova. Conheça todos os cursos em proeducacional.com e comece hoje a sua preparação para a certificação.

Voltar para o blog
X Materiais gratuitos do mercado financeiro: cursos, apostilas, vídeos e muito mais    Acessar Agora
X Materiais gratuitos do mercado financeiro: cursos, apostilas, vídeos e muito mais    Acessar Agora