🔄
Venda Casada: Ética na Venda de Investimentos Pular para o conteúdo

Venda Casada: Ética na Venda de Investimentos

Venda Casada: Ética na Venda de Investimentos

Venda Casada: Ética na Venda de Investimentos

A venda casada é uma das condutas mais cobradas quando o assunto é ética na venda de produtos financeiros. Se você vai prestar uma certificação como CPA, C-PRO I, C-PRO R, ANCORD ou CFP, precisa saber reconhecer essa prática e entender como adequar cada recomendação ao perfil do cliente.

O que é venda casada?

A venda casada ocorre quando dois ou mais produtos ou serviços são vendidos como se fossem um pacote. Ou seja, a venda de um produto fica subordinada à compra de outro.

Exemplo: o cliente vai ao banco precisando de um cartão de crédito, mas o funcionário só libera o cartão se ele contratar um seguro.

Conceitualmente, essa conduta consiste no ato de subordinar a venda ou prestação de um serviço à aquisição de outro bem ou utilização de outro serviço. Ou seja, trata-se de situação na qual determinada prestação só é disponibilizada se adquirida de forma casada com outra, daí a nomenclatura.
Ética na venda de investimentos Venda casada e as 4 variáveis do perfil do cliente 1. Venda casada x promoção legítima VENDA CASADA (proibida) Produto A só é liberado se o cliente comprar também o produto B. Ex.: cartão de crédito só com seguro. Prática abusiva e infração à ordem econômica. PROMOÇÃO (permitida) A e B são vendidos isoladamente por um preço razoável. A pode sair grátis ou com pequeno acréscimo na compra de B. É incentivo, não imposição. 2. Quatro variáveis para recomendar ao cliente IDADE Alto risco: evitar em idosos (prazo curto). Liquidez: evitar produtos travados por anos. Jovens: mais espaço para assumir risco. HORIZONTE Quando o cliente vai precisar do dinheiro? Carro em 8 meses: não indicar liquidez acima de 1 ano. Aposentadoria: evitar apenas curto prazo. CONHECIMENTO O cliente entende o produto que compra? Evita frustração com volatilidade. Produto complexo não combina com pouca experiência. TOLERÂNCIA Ligada ao perfil de investidor. Conservador não combina com alto risco. Arrojado aceita mais oscilação. Objetivo: zelar pela relação de longo prazo com o cliente Pro Edu | CPA · C-PRO I · C-PRO R · ANCORD · CFP | proeducacional.com

Venda casada é proibida?

Sim. A venda casada é conduta vedada pelas leis brasileiras porque é considerada prática abusiva pelo direito do consumidor e também infração à ordem econômica.

Ponto de prova: venda casada = prática abusiva (direito do consumidor) + infração à ordem econômica. Guarde as duas classificações.

Diferença entre venda casada e promoção

Atenção: vantagens, descontos e promoções oferecidos em decorrência da compra de um produto não são, por si só, venda casada.

Situação Venda casada Promoção legítima
Como o cliente adquire o produto A Só se também comprar o produto B Pode comprar A isoladamente
Venda isolada de A e B Não é oferecida Ambos à venda por preço razoável
Natureza da oferta Imposição Incentivo à compra de B
Resultado Conduta vedada Prática permitida

Se A e B estiverem à venda por um preço razoável de forma isolada, nada impede que A seja oferecido de graça, ou por um pequeno acréscimo que represente um percentual do valor cheio, na compra de B. Nesse cenário, o que existe é um incentivo, e não uma obrigação.

Ponto de prova: o que separa venda casada de promoção é a obrigatoriedade. Se o cliente é obrigado a levar o produto B, é venda casada.

Ética na venda: restrições ao investidor

A conduta ética inclui recomendar produtos de acordo com as necessidades e limitações de cada cliente. O objetivo é zelar pela relação de longo prazo. Para isso, o profissional deve analisar quatro variáveis comuns a qualquer cliente:

  • Idade
  • Horizonte de investimento
  • Conhecimento do produto
  • Tolerância ao risco

Idade do investidor: risco, retorno e liquidez

Aqui é preciso considerar a relação entre risco e retorno e também a liquidez.

Risco e retorno: no longo prazo, ativos de maior risco tendem a oferecer maior retorno. Como investidores idosos dificilmente têm uma perspectiva de prazo longo, investimentos de alto risco raramente são recomendáveis a eles. O oposto vale para investidores jovens.

Liquidez: faz pouco sentido recomendar a um investidor de idade avançada vários produtos de baixa liquidez. Amarrar os recursos dele em um produto com liquidez apenas no vencimento, e com vencimento daqui a anos, não é recomendável.

Horizonte de investimento

O raciocínio é semelhante ao da idade. A preocupação é saber para quando o cliente precisa de liquidez.

  • Se um casal quer usar as economias para comprar um automóvel em 8 meses, não é adequado recomendar um investimento com liquidez apenas em mais de 1 ano.
  • Se a economia é voltada para a aposentadoria, faz pouco sentido sugerir investimentos de curto prazo, que em geral têm retorno menor que os de menor liquidez.

Conhecimento do produto

O cliente precisa entender as características do produto em que está investindo. Isso evita frustrações, principalmente diante de surpresas como a volatilidade, causadas pelo desalinhamento de expectativas. Por isso, é inadequado sugerir produtos de maior complexidade a clientes com conhecimento e experiência limitados.

Tolerância ao risco e perfil de investidor

A tolerância ao risco está totalmente ligada ao perfil de investidor. Alguns clientes são mais arrojados e aceitam melhor o risco e a volatilidade. Outros são extremamente cautelosos e avessos a qualquer incerteza ou oscilação.

É inadequado sugerir um produto de alto risco e volatilidade a um cliente muito conservador. Ao acompanhar o desempenho do investimento, ele ficará ansioso e desconfortável, o que prejudica a relação de longo prazo com o profissional, com a instituição financeira e até com o próprio sistema financeiro.

Resumo: as 4 variáveis da recomendação ética

Variável O que avaliar Exemplo de inadequação
Idade Risco, retorno e liquidez Alto risco e baixa liquidez para um investidor idoso
Horizonte de investimento Quando o cliente precisa do dinheiro Liquidez em mais de 1 ano para um objetivo em 8 meses
Conhecimento do produto Se o cliente entende o que está comprando Produto complexo para quem tem pouca experiência
Tolerância ao risco Perfil de investidor (arrojado ou conservador) Produto volátil para um cliente muito conservador

Ponto de prova: as quatro variáveis são idade, horizonte de investimento, conhecimento do produto e tolerância ao risco. Nas questões, identifique qual delas foi ignorada na recomendação.

Prepare-se para a certificação com a Pro Edu

Ética, adequação de produtos e conduta do profissional aparecem nas principais certificações do mercado. Conheça os cursos relacionados a este tema:

Certificação Curso
CPA, C-PRO I e C-PRO R Conheça o combo CPA, C-PRO I e C-PRO R
ANCORD Conheça o curso ANCORD
CFP Conheça o curso CFP

Conclusão

Saber identificar a venda casada e adequar cada recomendação à idade, ao horizonte, ao conhecimento e à tolerância ao risco do cliente é o que diferencia o profissional ético do que só quer vender. Esse é exatamente o tipo de raciocínio cobrado nas provas de certificação.

Quer ser aprovado na sua certificação? Conheça todos os cursos preparatórios em proeducacional.com e estude com quem entende do mercado financeiro.

Voltar para o blog
X Materiais gratuitos do mercado financeiro: cursos, apostilas, vídeos e muito mais    Acessar Agora
X Materiais gratuitos do mercado financeiro: cursos, apostilas, vídeos e muito mais    Acessar Agora