Os vieses cognitivos são um dos temas que mais derrubam candidatos em provas de certificação: parecem simples na leitura, mas cobram precisão na hora de identificar qual erro está descrito na questão. Se você já confundiu ancoragem com conservadorismo ou representatividade com disponibilidade, este guia foi feito para você.
Neste conteúdo você vai entender o que são os vieses cognitivos, como eles se diferenciam dos erros emocionais, quais são os 9 vieses cobrados em prova e como reconhecer cada um deles a partir de exemplos práticos.
O que são vieses cognitivos nas finanças comportamentais
Para entender os vieses cognitivos, é preciso partir das heurísticas. Heurísticas são atalhos mentais que aumentam a eficiência do processo de decisão em situações nas quais gastar tempo e energia analisando um grande volume de informação seria contraproducente.
O problema é que esses atalhos cobram um preço: eles podem provocar vieses de pensamento, levando a equívocos no raciocínio. Esses equívocos costumam ser divididos em dois grandes grupos: os erros cognitivos e os erros emocionais. Vale registrar que essa divisão é uma formalização didática, já que, na prática, um mesmo viés pode ter elementos de cognição e de emoção.
Finanças tradicionais x finanças comportamentais
As finanças tradicionais partem do pressuposto de que os indivíduos agem como homens econômicos racionais, que consideram objetivamente todas as informações relevantes antes de decidir. É desse processo que resultariam os mercados eficientes.
As finanças comportamentais, por outro lado, analisam o comportamento normal (e não o ideal) dos participantes do mercado. Quando o foco está no investidor individual, falamos em microfinanças comportamentais. Quando o foco está nos efeitos agregados desse comportamento sobre o mercado, falamos em macrofinanças comportamentais.
Na prática do assessoramento, compreender os vieses cognitivos dos clientes e também dos próprios profissionais permite construir carteiras mais próximas da eficiência prevista pelas finanças tradicionais e, principalmente, carteiras às quais o cliente consiga aderir em condições adversas de mercado.
Erros cognitivos x erros emocionais: a diferença que cai na prova
Essa é a distinção mais cobrada do tema, e ela tem uma lógica simples: erros cognitivos vêm da cabeça, erros emocionais vêm do estômago.
Os erros cognitivos decorrem principalmente de raciocínios defeituosos. Podem resultar da falta de compreensão de técnicas adequadas de análise estatística, de falhas no processamento da informação ou, simplesmente, de falhas de memória. Justamente por serem racionais na origem, podem ser corrigidos ou mitigados com melhor treinamento e melhores informações.
Já os erros emocionais não estão relacionados ao pensamento consciente: decorrem de sentimentos, impulsos ou intuição. São mais difíceis de superar e, muitas vezes, precisam ser acomodados em vez de corrigidos.
| Critério | Erros cognitivos | Erros emocionais |
|---|---|---|
| Origem | Raciocínio defeituoso, falha estatística ou de memória | Sentimentos, impulsos e intuição |
| Consciência | Ligados ao pensamento consciente | Não ligados ao pensamento consciente |
| Tratamento | Podem ser corrigidos ou mitigados | Costumam precisar ser acomodados |
| Ferramenta | Informação, treinamento e perguntas corretas | Adaptação da carteira ao perfil do investidor |
Ponto de prova: ao tentar superar ou mitigar vieses, o sucesso é mais provável quando o foco está nos problemas cognitivos. Guarde essa frase: erros cognitivos se corrigem, erros emocionais se acomodam.
Os 9 vieses cognitivos: a divisão em dois grupos
Os erros cognitivos se dividem em dois blocos. O primeiro reúne cinco vieses de perseverança de crença, que refletem o desejo de manter uma decisão ou uma opinião anterior. O segundo reúne quatro vieses de erros de processamento, nos quais o processo de análise da informação é falho.
| Perseverança de crença (5) | Erros de processamento (4) |
|---|---|
| Conservadorismo | Ancoragem |
| Confirmação | Contabilidade mental |
| Representatividade | Narrow framing (enquadramento) |
| Controle | Disponibilidade |
| Hindsight | - |
Vieses de perseverança de crença
Viés do conservadorismo
Ocorre quando o participante do mercado forma uma visão inicial e depois não consegue alterá-la à medida que novas informações se tornam disponíveis. Na terminologia bayesiana, ele atribui excesso de peso às probabilidades iniciais e não as ajusta diante do novo dado.
As consequências mais comuns são investidores lentos demais para atualizar uma visão, que acabam mantendo um investimento por tempo excessivo. Em muitos casos, a permanência não é uma convicção: é a tentativa de evitar o esforço mental ou o estresse de revisar a própria opinião.
A detecção começa pelo reconhecimento dos próprios preconceitos. Uma pista importante: quanto mais difícil for o processamento da informação, mais provável é a presença do conservadorismo. Mudanças fáceis, por exigirem pouco esforço mental, são implementadas várias vezes. Por isso o conservadorismo pode gerar oscilações no volume de negócios, com períodos de poucos negócios seguidos de períodos de grande movimentação.
Viés de confirmação
Acontece quando o participante do mercado busca novas informações, ou distorce as que recebe, para sustentar uma verdade que já defendia. É, na essência, um tipo de viés de seleção.
Um exemplo típico: clientes que acompanham de perto algumas ações da carteira acabam se vinculando emocionalmente a elas e passam a enxergar apenas as informações favoráveis à sua posição.
- Investidores que consideram sempre as informações positivas e ignoram as negativas, mantendo os investimentos por tempo excessivo.
- Investidores que configuram o processo de decisão, ou até seus próprios monitores de dados, de forma a encontrar exatamente aquilo que desejam ver.
- Impacto direto sobre a diversificação, já que a concentração passa a ser justificada por evidências selecionadas.
A detecção começa pela busca ativa de visões e informações contrárias. Se um analista se concentra em uma análise fundamentalista positiva, ele pode consultar um indicador econômico de impacto negativo para obter uma visão alternativa.
Viés de representatividade
Baseia-se na crença de que o passado vai persistir. As novas informações são classificadas conforme experiências ou classificações anteriores. Isso pode ser eficiente, mas a informação nova pode ser mal interpretada quando é enquadrada por uma semelhança apenas superficial com o passado.
Esse viés se manifesta em duas formas clássicas:
- Negligência da taxa básica: a taxa básica é a probabilidade da classificação inicial, e ela não é adequadamente considerada. O investidor assume que uma informação está 100% correta. Uma ação pode ter sido classificada como ação de valor e todas as informações seguintes passam a ser lidas sob esse rótulo, sem que ele perceba que talvez ela nunca tenha sido uma ação de valor.
- Negligência do tamanho da amostra: a classificação inicial se apoia em uma amostra pequena demais e potencialmente irreal, mas o investidor assume que ela representa todo o conjunto. Por exemplo, classificar uma ação apenas pelo rendimento de dividendos, ignorando as demais características de avaliação.
As consequências incluem participantes que dão importância excessiva a informações novas e giram demais a carteira, além de investidores que decidem por regras simples, sem análise completa. A detecção passa por melhor compreensão das leis de probabilidade e da análise estatística, perguntando qual é a real probabilidade de determinado investimento pertencer àquela categoria.
Viés de controle
Existe quando o participante do mercado acredita que pode controlar ou afetar resultados que, na verdade, não estão sob seu controle. Costuma aparecer associado a componentes emocionais, como a ilusão de conhecimento (acreditar que sabe coisas que não sabe), a autoatribuição (acreditar que foi você quem causou determinado resultado) e o excesso de confiança (crença injustificada de que se está certo).
Na prática, gera investidores que negociam mais do que seria apropriado, por acreditarem que conseguem controlar o resultado de uma operação ou por estarem superconfiantes na própria análise. Também provoca falhas na diversificação adequada.
Para superá-lo, é preciso tratar os resultados de investimento como probabilísticos, buscar pontos de vista opostos, manter bons registros do raciocínio que deu forma às ideias e revisar os resultados para avaliar se existe algum padrão real de acerto.
Hindsight (viés retrospectivo)
Trata-se de um viés de memória: o investidor tem uma lembrança seletiva de eventos passados, das próprias ações e daquilo que era possível saber na época. Ele guarda as opiniões corretas, esquece os erros e superestima o que poderia ter sido conhecido.
A consequência mais direta é a superestimação da própria taxa de acerto. Uma segunda consequência é o excesso de crítica ao desempenho alheio. É o investidor que critica as recomendações de um analista por terem ficado abaixo do mercado, mesmo quando essas recomendações superaram os índices pelos quais aquele analista era efetivamente responsável.
Ponto de prova: o conservadorismo é o investidor que não muda de ideia com informação nova. A ancoragem é o investidor preso a um número inicial. O hindsight é o investidor que reescreve o passado. Questões de prova costumam explorar exatamente essa fronteira.
Vieses de processamento de informação
Viés de ancoragem
Aparece quando o participante do mercado usa uma heurística baseada em tentativa e erro para estimar valores e acaba afetando indevidamente as probabilidades. Quando somos forçados a estimar algo, tendemos a escolher um valor inicial arbitrário e ajustá-lo para cima ou para baixo conforme processamos as informações. As mudanças são sempre feitas em relação à visão inicial e, por isso, tendem a ser insuficientes.
O viés de ancoragem é intimamente relacionado ao conservadorismo, já que ambos envolvem relutância em mudar diante de informações novas. A diferença é o objeto: a ancoragem prende o investidor a um número, o conservadorismo prende o investidor a uma visão.
Novas informações não dependem de estimativas iniciais ou de pontos de partida. Os dados devem ser considerados objetivamente, independentemente de qualquer âncora. Perguntas úteis para detectar o viés: "estou mantendo essa ação apenas porque originalmente a recomendei a um preço mais alto?" e "eu recomendaria essa ação com base em uma análise totalmente nova, se esta fosse a primeira vez que a avaliasse?".
Viés de contabilidade mental
Surge quando o dinheiro é tratado de forma diferente conforme a categoria em que foi mentalmente colocado. Um cliente pode tratar o salário de um jeito e o bônus de outro ao definir metas de poupança e de investimento, ainda que o dinheiro seja exatamente o mesmo.
O exemplo clássico: um indivíduo entra no mercado para comprar uma garrafa de água e se assusta ao ver que ela custa 10 reais. Ao descobrir que, em outro mercado a 100 metros dali, a mesma garrafa custa 5 reais, ele caminha os 100 metros para economizar. Esse mesmo indivíduo, ao comprar um tênis de 380 reais, não andaria 100 metros para comprá-lo por 375 reais em outra loja. A economia é idêntica: 5 reais. A avaliação mental, não.
Entre as implicações estão a falha em reduzir o risco do portfólio pela adição de ativos de baixa correlação e a segregação dos retornos em categorias arbitrárias de renda, ganhos e perdas realizadas ou não realizadas. O resultado costuma ser ênfase excessiva em ativos geradores de renda e, com isso, menor retorno total.
Para detectar, avalie o que o portfólio teria alcançado se todos os ativos do cliente fossem examinados como uma carteira única, considerando os efeitos de correlação entre as partes. Se o retorno total máximo compatível com o objetivo de risco e as restrições do investidor for muito superior ao retorno esperado atual, há foco excessivo na fonte de retorno.
Narrow framing (viés de enquadramento)
Ocorre quando a decisão é afetada pela forma como a questão ou os dados são "enquadrados". A forma como a informação é apresentada afeta o modo como ela é processada e, por consequência, a resposta obtida.
Compare as duas apresentações do mesmo investimento:
- Apresentação A: "Tenho uma ótima oportunidade para o senhor: a aquisição de uma casa, sendo que 70% das casas desta região apresentaram aumentos superiores a 10% ao ano no valor."
- Apresentação B: "Tenho uma ótima oportunidade para o senhor: a aquisição de uma casa. Porém, devo ressaltar que 30% das casas desta região apresentaram aumentos inferiores a 10% ao ano no valor."
A informação é rigorosamente a mesma. A apresentação A destaca o lado otimista e leva o investidor a sobrevalorizar o retorno, atribuindo pouca importância ao risco. A apresentação B destaca o lado pessimista, coloca o investidor em alerta quanto à possibilidade de retorno baixo e o desestimula a comprar.
Quando apenas um ou dois pontos de referência são considerados, como nesse caso, temos o enquadramento estreito. As consequências incluem a avaliação incorreta do risco e a ida para os extremos, com excesso de aversão ao risco ou procura exagerada por risco. A pergunta que detecta o viés é direta: "minha decisão está baseada na realização de um ganho ou de uma perda?".
Viés de disponibilidade
Começa com uma ênfase indevida na informação que está prontamente disponível. É o atalho mental de se concentrar excessivamente no que é fácil de obter. Ele se manifesta de três formas:
- Recuperabilidade: conclusão errada sobre a frequência de um evento, porque a estrutura de memória do indivíduo afeta o processo de busca da informação.
- Recordação: eventos mais facilmente lembrados passam a ser considerados mais prováveis.
- Correlação ilusória: assume-se equivocadamente uma correlação entre dois eventos conhecidos.
Na prática, gera investidores que escolhem um gestor por causa de publicidade ou apenas porque já ouviram o nome. Também gera investidores que se limitam às opções com as quais estão familiarizados, resultando em pouca diversificação e alocação inadequada de ativos.
Os problemas criados incluem overreacting, ou seja, reação excessiva a um evento, além de volume elevado de negociação baseado em notícias recentes, em informações de amigos ou em opiniões de baixa qualidade e relevância. A superação passa por uma declaração de política de investimento (IPS) cuidadosamente pesquisada e construída, por pesquisa e análise adequadas de todas as decisões e por foco no longo prazo.
Prepare-se com quem domina finanças comportamentais
Vieses cognitivos aparecem em praticamente todas as certificações do mercado financeiro brasileiro, com profundidades diferentes. Veja onde o tema é cobrado e escolha a preparação certa para o seu objetivo:
| Certificação | Como o tema aparece | Curso Pro Edu |
|---|---|---|
| CFP | Cobrança aprofundada: classificação completa dos vieses, detecção e mitigação no planejamento financeiro | Curso CFP |
| CFG, CGA e CGE | Finanças comportamentais aplicadas à gestão de carteiras e à construção de portfólios | Curso CFG, CGA e CGE |
| CPA, C-PRO I e C-PRO R | Heurísticas, vieses e efeito de estruturação no processo de decisão do investidor | Combo CPA, C-PRO I e C-PRO R |
| ANCORD | Identificação de vieses na relação com o cliente e na adequação de perfil | Curso ANCORD |
| CNPI | Vieses do analista no processo de recomendação e na análise de investimentos | Curso CNPI |
Quadro-resumo: erros cognitivos e exemplos característicos
Use esta tabela na revisão de véspera. Ela conecta cada viés a um exemplo característico, que é justamente o formato usado nas questões de prova.
| Erro cognitivo | Descrição | Exemplo característico |
|---|---|---|
| Ancoragem | Influência de uma informação prévia na tomada de decisão | O investidor não toma decisão se o ativo não atingir o valor esperado |
| Representatividade | Influência de eventos passados na previsão de comportamentos futuros | Avaliar apenas o retorno passado para adquirir um ativo |
| Ilusão de controle | Sensação de controle sobre variáveis que possam aumentar a chance de ocorrência de um evento | Acreditar que controla o resultado do evento |
| Hindsight | Memória seletiva de eventos passados | Superestimar a taxa com que prevê corretamente os eventos |
| Confirmação | Procura dados para dar suporte e confirmar sua decisão | Ignorar dados negativos e considerar apenas os positivos |
| Conservadorismo | Manutenção da visão inicial mesmo diante de informações novas | Demorar demais para atualizar uma opinião e manter o ativo por tempo excessivo |
| Contabilidade mental | Tratamento diferente do dinheiro conforme a categoria mental atribuída | Tratar salário e bônus de formas distintas ao definir metas de investimento |
| Narrow framing | Decisão afetada pela forma como a informação é enquadrada | Aceitar ou recusar o mesmo investimento conforme ele seja apresentado por ganhos ou por perdas |
| Disponibilidade | Ênfase indevida na informação mais fácil de acessar ou lembrar | Escolher um gestor por causa de publicidade ou por já ter ouvido o nome |
Exercícios comentados sobre vieses cognitivos
Questão 1. Um investidor comprou uma ação a R$ 40,00 e ela hoje é negociada a R$ 22,00. Mesmo após a divulgação de resultados muito ruins e da revisão negativa de todas as projeções da companhia, ele se recusa a vender antes que o papel volte aos R$ 40,00. Esse comportamento caracteriza:
- a) Viés de disponibilidade
- b) Viés de confirmação
- c) Viés de ancoragem
- d) Hindsight
Gabarito: C. O investidor está preso a um valor inicial de referência, o preço de compra, e ajusta sua decisão a partir dessa âncora em vez de reavaliar o ativo objetivamente com as informações novas. Não é confirmação porque ele não está selecionando informações favoráveis: ele reconhece os dados ruins, mas continua ancorado no número.
Questão 2. Sobre a distinção entre erros cognitivos e erros emocionais nas finanças comportamentais, é correto afirmar que:
- a) Os erros cognitivos decorrem de raciocínio defeituoso e tendem a ser mitigados com melhores informações e treinamento
- b) Os erros emocionais são corrigidos com maior conhecimento de estatística
- c) Um viés nunca pode conter elementos cognitivos e emocionais simultaneamente
- d) A mitigação de vieses tem maior probabilidade de sucesso quando o foco está nos problemas emocionais
Gabarito: A. Os erros cognitivos vêm de raciocínio falho, falhas de processamento ou de memória e respondem bem a informação e treinamento. A alternativa C está errada porque um mesmo viés pode reunir elementos de cognição e emoção. A alternativa D inverte o conceito: o sucesso é mais provável quando o foco está nos problemas cognitivos.
Questão 3. Um assessor apresenta ao cliente um fundo dizendo que ele bateu o benchmark em 8 dos últimos 10 anos. A outro cliente, apresenta o mesmo fundo dizendo que ele ficou abaixo do benchmark em 2 dos últimos 10 anos. O primeiro cliente aplica, o segundo recusa. O viés explorado foi:
- a) Viés de representatividade
- b) Viés de contabilidade mental
- c) Viés do conservadorismo
- d) Narrow framing
Gabarito: D. A informação é idêntica nos dois casos: o que muda é o enquadramento. Ao apresentar o dado pelo ângulo do ganho ou pelo ângulo da perda, o assessor altera a percepção de risco do cliente e, com isso, a decisão. Como apenas um ponto de referência é usado, trata-se de enquadramento estreito.
Ponto de prova: quando a questão apresentar duas versões da mesma informação com resultados diferentes, a resposta será narrow framing. Quando apresentar um número de referência que trava a decisão, a resposta será ancoragem. Esse par é o mais confundido do tema.
Como fixar os vieses cognitivos para a prova
- Memorize primeiro a divisão em dois grupos: cinco vieses de perseverança de crença e quatro de erros de processamento.
- Associe cada viés a um exemplo característico, e não à definição literal. As bancas cobram situações, não conceitos decorados.
- Treine os pares que se confundem: conservadorismo e ancoragem, confirmação e disponibilidade, representatividade e hindsight.
- Lembre da regra de ouro: cognitivo se corrige com informação, emocional se acomoda com a carteira certa.
Finanças comportamentais é um dos temas em que a diferença entre passar e reprovar está no detalhe. Ler o conteúdo uma vez não basta: é preciso resolver questões, revisar com quadros-resumo e entender a lógica que a banca usa para montar as alternativas.
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