Suporte e Resistência

Na análise gráfica, é comum a utilização dos termos “suporte” e “resistência”.

O suporte é um nível delimitado no gráfico no qual a pressão compradora supera a pressão vendedora. Essa é uma região do gráfico na qual a queda dos preços se interrompe e os preços sobem.

Já a resistência indica o contrário. Essa é uma região do gráfico na qual o preço do ativo negociado encontra uma resistência para subir, ou seja, é uma área na qual a pressão vendedora supera a pressão compradora.

Para que seja possível identificar o suporte ou resistência, é necessário identificar os fundos ou topos do gráfico. Os topos são as “cristas” ou “picos” do gráfico e constituem o máximo de figuras semelhantes a montanhas:

 

Figura – Topo, “crista” ou “pico” do gráfico.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Já os fundos se assemelham ao decaimento máximo de “vales”.

 

Figura – Fundo ou “vale” do gráfico.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Em uma tendência de alta, a resistência é apresentada como pausas para as altas, porém podem ser superadas por movimentos bruscos de alta em momentos posteriores. Analogamente, o suporte “segura” os movimentos de queda e são capazes de interrompê-los por um período de tempo. Observe um exemplo de resistência (em azul):

 

Figura – Exemplo de resistência.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Para que a tendência de alta representada seja mantida, é preciso que o fundo sucedido esteja em um patamar mais elevado que o fundo anterior. Observe os fundos demarcados em vermelho para o mesmo ativo apresentado anteriormente:

 

Figura – Exemplo de fundos.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Caso a tendência de alta apresente um fundo menor que o anterior, o analista deve então atentar para uma possível reversão de tendência para uma baixa. Ou seja, é possível uma queda ou um comportamento neutro da série de preços. Caso o suporte seja transpassado, é provável que a tendência se reverta. Observe o exemplo a seguir em que o suporte (azul) é violado, indicando reversão de uma alta para uma baixa; além disso, há um fundo inferior ao anterior.

 

Figura – Violação do suporte.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Um suporte que é quebrado após um fechamento passa a ser uma resistência. Do mesmo modo, uma resistência que é quebrada após um fechamento torna-se um suporte. No entanto, essa dinâmica só é válida para prazos curtos.

A existência do suporte e da resistência dá-se pela “lembrança” do mercado dos preços significativos alcançados. Portanto, quanto mais recentes, mais fortes são.

Além disso, quanto mais tempo o preço mantém-se próximo de um determinado nível, mais persistentes serão os suportes e as resistências. Portanto, uma quebra de suporte/resistência de 4 dias é menos significativa que uma quebra por um período de semanas. Assim como o volume negociado, é um importante indicador da relevância do suporte/resistência, posto que demonstra que o nível de preço do suporte/resistência é um real desafio a ser “quebrado” pelos investidores. Outro indicador de força é a quantidade de vezes em que o suporte/resistência foi testado (vezes em que os preços tocaram nas linhas).


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Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em Economia Aplicada (quantitativa) pela UFPEL. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Agente Autônomo de Investimentos (ANCORD), Analista e Controller. Pesquisador com publicações científicas internacionais sobre efeitos spillover e herd behavior no mercado de capitais. Autor de 7 livros.

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