Finanças: Influências Sociais e Culturais

Progresso das Aulas

Comissões de investimento

Os fatores comportamentais afetam a tomada de decisão de um comitê de investimento. Nesse contexto, existem algumas técnicas utilizadas para mitigar esses efeitos. Muitas decisões de investimento são tomadas em uma configuração de grupo, por exemplo, recomendações de ações por comitês de pesquisa, analistas que trabalham em uma configuração de equipe, decisões do plano de pensão que são aprovadas por um conselho de curadores ou um clube de investimento que decide quais ações serão adquiridas. Nessa lógica, a ideia é que a experiência coletiva dos membros individuais contribuirá para uma melhor tomada de decisão de investimento. Em uma configuração de grupo, os vieses individuais mencionados anteriormente podem ser diminuídos ou amplificados com a criação de vieses adicionais.

No entanto, há o viés de prova social, que se caracteriza quando uma pessoa segue crenças de um grupo. Nesse sentido, pesquisas têm mostrado que o processo de decisão de investimento em uma configuração de grupo é notoriamente empobrecido. Além disso, os comitês não aprendem com a experiência passada, pois o feedback das decisões geralmente é impreciso e lento, de modo que os vieses sistemáticos não são identificados.

A composição típica de uma comissão e a dinâmica de grupo implicam os problemas normalmente reconhecidos nos comitês. Esses comitês geralmente são compostos por pessoas com origens semelhantes e, assim, abordam problemas da mesma maneira. Em uma configuração de grupo, os indivíduos podem se sentir desconfortáveis para expressar sua opinião caso ela contrarie a dos demais ou de um membro poderoso do grupo. A solução é que as comissões tenham os seguintes recursos:

  • composição por indivíduos de diversas origens;
  • membros que não tenham medo de expressar suas opiniões, mesmo que estas contrariem às dos demais;
  • um presidente de comitê que encoraje os membros a falar, ainda que os pontos de vista sejam contrários aos do grupo; e
  • respeito mútuo entre todos os membros do grupo.

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Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em Economia Aplicada (quantitativa) pela UFPEL. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Agente Autônomo de Investimentos (ANCORD), Analista e Controller. Pesquisador com publicações científicas internacionais sobre efeitos spillover e herd behavior no mercado de capitais. Autor de 7 livros.

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