Resumo: Princípios de Investimento

Progresso das Aulas
  • A rentabilidade é o ganho obtido sobre o capital investido, em geral, costuma ser apresenta em termos percentuais, sendo obtida através da aplicação da seguinte equação: rentabilidade = retorno/valor do título.
  • A rentabilidade absoluta é expressa na forma de percentual sobre o valor investido, à exemplo: o fundo de renda fixa do banco X rendeu 0,70% no último mês.
  • Rentabilidade relativa: trata-se de uma rentabilidade é comparada a uma rentabilidade de um índice de referência (benchmark. á exemplo: o fundo de renda fixa do banco X teve um rendimento de 95% do CDI no último mês).
  • Rentabilidade Esperada: É calculada como a média da rentabilidade observada. Representa uma expectativa de retorno do investidor.
  • Rentabilidade Observada: é o histórico de rentabilidade. É a rentabilidade divulgada pelos fundos de investimento, por exemplo.
  • Rentabilidade Bruta: É a rentabilidade que ainda não foi descontado os impostos.
  • Rentabilidade Líquida: É a rentabilidade já descontado os impostos.
  • Renda Fixa: trata-se do investimento em que se empresta uma quantia de recursos financeiros ao governo, bancos, ou empresas – para, em troca, receber de volta a mesma quantia de recursos financeiros emprestada – só que com o acréscimo de juros. Por sua vez, em uma data futura pré-definida, ou seja, no resgate.
  • Dentre os principais fatores de risco que afetam a rentabilidade de ativos de Renda Fixa estão: Risco soberano, risco da curva de juros, risco de liquidez e risco de default.
  • Renda variável: compreende o conjunto de títulos que não possuem renda fixa. Ou seja, a renda variável não oferece nenhuma garantia de rentabilidade (como, por exemplo, no caso das ações, por sua vez, os ativos que melhor caracterizam este tipo de renda). – São exemplos de renda variável: ações, moedas, derivativos, swaps, etc.
  • Dentre os principais fatores de risco que afetam a rentabilidade de ativos de Renda Variável estão: risco sistemático, o risco de mercado, o risco não sistemático, o risco de liquidez, o risco de taxa de cambio e risco de evento.
  • A rentabilidade de títulos de renda variável é afetada por fatores de risco de mercado, ou seja, a volatilidade dos ativos. O que, por sua vez, pode trazer um grande lucro ou um grande prejuízo, a depender de cada caso. Não obstante, pode trazer um retorno médio.
  • Ao analisar qual investimento a ser realizado, o investidor analisar três fatores: rentabilidade do investimento, liquidez do investimento e grau de risco do investimento.
  • Grau de risco: pode ser definido como a probabilidade de perda ou ganho numa decisão de investimento. Ou seja, é o grau de incerteza do retorno de um investimento e, normalmente, o risco tem relação direta com a rentabilidade do investimento: quanto maior o risco, maior o potencial de renda do investimento.
  • Considerando que os investidores são racionais, concluímos que os mesmos só estarão dispostos a correrem maior risco em uma aplicação financeira para ir em busca de maiores retorno. O princípio da dominância, entre dois investimentos de mesmo retorno, o investidor prefere o de menor risco e entre dois investimentos de mesmo risco, o investidor prefere o de maior rentabilidade.
  • O risco de mercado refere-se para a medida de oscilação dos preços dos ativos financeiros (isto é, a sua volatilidade). Normalmente, diz-se que quanto maior a volatilidade tanto maior o risco do investimento. Assim, o impacto do risco na decisão do investimento é que pode trazer maiores lucros ou menores prejuízos, em relação ao investimento de renda fixa com menores chances, quase nenhuma, de retornos altos.
  • O Valor no Risco (VaR) é a metodologia mais utilizada para gerir o risco de mercado. Ele evidencia o grau de exposição da carteira ao risco de mercado e as chances de perda de uma instituição de determinando montante de recursos, evidenciando a perda máxima esperada.
  • O risco sistemático refere-se ao risco de colapso total de um sistema financeiro ou mercado, com impacto sobre o plano financeiro pessoal. O impacto do risco sistemático na decisão de investimentos, por exemplo, a preocupação maior do investidor deveria ser não com a queda de preço de uma ação, de um mercado, mas um drawdown demorado, por vezes, de quase todos os preços dos ativos da economia.
  • O risco não sistemático (ou específico) refere-se ao risco de colapso parcial de um sistema financeiro, como, por exemplo, de uma empresa ou de algumas empresas em um mercado. Como o risco não sistemático afeta apenas uma empresa ou setor ele pode ser reduzido através da diversificação da carteira de investimento. Pode ocorrer como impacto que sucede do risco sistemático.
  • O risco de um investimento pode ser analisado de duas maneiras: a primeira maneira seria como risco isolado, no qual o investidor está exposto por possuir apenas um único investimento, e a segunda maneira seria como risco de carteira, no qual o investimento está entre vários outros investimentos.
  • O risco de crédito refere-se à probabilidade de não se receber de volta uma aplicação, pois o emissor do título ou a contraparte da aplicação não tem como pagar. Por exemplo, um hipotético default da dívida pública, cujo impacto do risco (só que evento de probabilidade quase nula) medido pelas agências de classificação, se daria sobre as decisões de investimentos.
  • O risco de liquidez refere-se à probabilidade da não capacidade de liquidar algum ativo, em tempo hábil, sem uma perda de valor, então com perda de capital. Este risco aumenta conforme a empresa aumenta a proporção de depósitos à vista que são aplicados em ativos sem liquidez imediata.
  • A definição de objetivos de retorno (preservar ou crescer capital). Bem como (da sua contra-partida), de objetivos de risco. Por sua vez, depende do perfil do investidor. Ou seja, das suas características pessoais, tais como: horizonte de tempo, experiência, capacidade de tolerância em relação ao risco, expectativas sobre o futuro da economia, etc.
  • Os objetivos de retorno para um plano de investimentos são de acordados entre planejador financeiro e cliente. Em geral, os objetivos se classificam em: crescer o capital (ou modo absoluto) e preservar o capital (ou modo relativo).
  • Os objetivos de riscos tratam da quantidade (mínima ou máxima) de volatilidade a que o capital (i.e., portfólio) tolera submeter-se, a partir dos impactos de possíveis eventos (normais ou extremos), sobre os respectivos ativos financeiros (de renda fixa ou variável) componentes. Ou seja, os choques que, por sua vez, reduziriam ou aumentariam o valor do capital (i.e., portfólio).
  • Os retornos requeridos são aqueles indispensáveis para atingir os maiores objetivos financeiros de longo-prazo do cliente, como, por exemplo, para despesas durante a aposentadoria, etc.
  • Os retornos desejados são aqueles dispensáveis com gastos irrelevantes, a qualquer prazo, do cliente, como, por exemplo, com coleção de sapatos novos, etc.
  • A política de investimentos necessita para a definição de objetivos de retorno, tais como: a fundamentação, com base, em evidências para o plano de investimentos; discriminação de todos os gastos (presentes e futuros); Mensuração de requerimentos de liquidez (gastos a partir do portfólio); Mensuração de horizonte temporal (conforme ciclo de vida) e Estimação do retorno exigido para atender as obrigações.
  • Horizonte temporal: os objetivos almejados por um cliente devem ser destacados conforme um horizonte temporal. Em geral, considera-se o curto-prazo como um horizonte temporal para menos de três anos e longo-prazo como um horizonte temporal para mais de dez anos. Os horizontes temporais são os períodos de tempo (discreto) em que um portfólio é discriminado e demanda-se a origem de retornos para a satisfação dos objetivos do investidor.
  • Quanto maior o horizonte de investimento, maior poderá ser o risco de mercado (volatilidade) do investimento.
  • Ciclo de vida: arbitrariamente, faz-se o estabelecimento das fases de um ciclo de vida dentro de um horizonte temporal. Sobretudo, a classificação de cada fase do ciclo de vida assume que o horizonte-temporal restante, até a morte, para fazer-se investimentos é um indicativo circunstancial do tipo mais apropriado de política de investimento, e de estratégias.
  • Frequentemente, classifica-se de: Jovem o investidor que está no início da carreira, Adulto o investidor que está, aproximadamente, na metade da carreira, e Idoso o investidor que está no fim da carreira, ou que a acabou.
  • Quanto à postura de investimentos, classifica-se em: Postura agressiva de investimentos refere-se à alocação em renda-variável; Postura conservadora de investimentos refere-se à alocação em renda-fixa, e Postura moderada de investimentos refere-se à alocação, proporcionalmente, em renda-variável e em renda-fixa.
  • Perfil do cliente: através da aplicação de entrevistas com perguntas abertas objetiva-se identificar os objetivos pessoais e financeiros do cliente, suas necessidades e prioridades (como, por exemplo, objetivos de acumulação de capital, geração de renda, padrão de vida, etc.). Frequentemente, fazem-se questionários com questões fechadas para a finalidade de localizar e de situar o cliente dentro de uma faixa ou em uma classificação específica.
  • Para a elaboração de análise adequada, em termos de coleta de informações, em termos de planejamento financeiro. Por exemplo:
  • Gestão financeira: Patrimônio pessoal; Renda; Necessidades de capital; Atitude e expectativas; Gestão de risco; Tolerância ao risco e Exposição ao risco.
  • Necessidades específicas de capital: Divórcio; Invalidez; Necessidades educacionais; Necessidades de adultos dependentes; Necessidades de crianças deficientes; Planejamento para as situações de doenças terminais; Planejamento para a caridade e; Planejamento para empresas familiares (a sucessão).
  • Gestão de risco: Necessidade de diferentes tipos de seguros; Seguro de vida; Seguro de acidentes; Seguro de automóvel e; Seguro de residência.
  • Investimentos, Política e estratégia de investimentos.
  • Tributos: Declarações de impostos; Passivo fiscal; Estratégia de planejamento fiscal e; Restituições para receber.
  • Benefícios: Benefícios à disposição pelo emprego; Participação em tais benefícios.
  • Aposentadoria: Plano de previdência privado; Benefícios da previdência pública e; planejamento estratégico para a aposentadoria.
  • Planejamento sucessório: Documentação; Estratégias; possível exposição a tributos, a propósito de transferência de bens.
  • Destacam-se os seguintes fatores para a identificação do perfil do cliente: Fonte de recursos financeiros, Medida de riqueza, Ciclo de vida, capacidade e disposição para assumir riscos.
  • Restrições: Consideram-se, em geral, cinco restrições sobre a política de investimentos de clientes (tratadas como principais) com impactos nas recomendações de investimento. São elas: Horizonte de tempo, Liquidez, Aspectos legais e regulamentação, Impostos, e, Circunstâncias específicas.
  • A Análise de Perfil do Investidor (API) é uma metodologia que tem por objetivo ajudar o investidor a identificar o seu perfil e verificar a adequação de seus investimentos em relação a seus objetivos, situação financeira e conhecimento sobre os produtos de investimento.
  • A análise do perfil do investidor deve ser atualizada, no mínimo, a cada 24 meses.
  • O termo risco-país, permite condições mensuráveis de avaliação da capacidade de pagamento de títulos emitidos por um país ou mudanças nesse país que impacte negativamente o valor dos ativos de indivíduos e empresas estrangeiras, por exemplo, questões econômicas e políticas. A taxa é medida em pontos e calculada a partir de uma cesta de títulos negociados no mercado.
  • O risco político geralmente ocorre devido a questões legais que podem ser premeditadamente restritivas, com o intuito de proteger a economia local ou não premeditados, decorrentes de entraves, devido a uma legislação ultrapassada ou mal formada. Dentre os principais fatos geradores do risco político são: Intervenção do governo; Excesso de protecionismo; Barreiras ao comércio ou aos investimentos e etc.
  • O risco de Compliance representa as sanções legais ou regulatórias que podem ser aplicadas a uma instituição quando ela não segue as leis, regulamentos e códigos de conduta.
  • O risco legal é observado quando a legislação vigente não regulamenta as transações financeiras de modo eficiente. Ele também é observado na presença de desconhecimento sobre todos os aspectos e dispositivos jurídicos que envolvem a transação.
  • Os riscos extraordinários são os de maior dificuldade de previsão, e estão, geralmente, ligados aos eventos naturais: terremotos, excesso de chuvas, vulcões, furacões, epidemias, tsunamis, entre outros. Eles também estão ligados aos acidentes de grandes proporções como vazamentos de usinas termonucleares, rompimento de uma barragem ou vazamento de gasodutos e oleodutos.
  • O risco comercial é utilizado para se referir ao risco de perdas geradas por escolhas comerciais erradas decorrentes da falta de conhecimento. O risco comercial pode ser resultado do fracasso da empresa resultante de estratégias mal formuladas e processos mal desenvolvidos ou falha moral.
  • O risco de liquidez evidencia a disponibilidade imediata de caixa das entidades financeiras.

Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Analista e Controller. Pesquisa efeitos spillover e herd behavior no mercado de ações. Produz estudos sobre basis risk no mercado de derivativos.
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