Risco e Retorno – Rentabilidade

Progresso das Aulas

 

Rentabilidade

 

Taxa de Retorno = Selic (taxa livre de risco) + prêmio do risco

 

 

Figura – Curvas de Retorno e Suas Explicações.

     

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

  1. Curva de retorno normal, com inclinação ascendente: o retorno cresce à medida que o vencimento aumenta;
  2. Curva de retorno invertida, com inclinação descendente: o retorno diminui à medida que o vencimento aumenta;
  3. Curva de retorno arqueada;
  4. Curva de retorno plana: o retorno é constante em relação ao vencimento.

A rentabilidade é o ganho obtido sobre o capital investido. Assim, se determinado título possuía preço inicial de R$ 1.000,00, mas no final da aplicação foi vendido por R$ 1.200,00, os R$ 200,00 são a rentabilidade dele.

A rentabilidade costuma ser apresentada em termos percentuais, sendo obtida através da aplicação da seguinte equação:

 

 

Para o exemplo apresentado:

 

 

Rentabilidade Absoluta versus Rentabilidade Relativa

A rentabilidade absoluta é expressa na forma de percentual sobre o valor investido. Quando a rentabilidade é comparada a uma rentabilidade de um índice de referência (benchmark), essa rentabilidade é chamada de rentabilidade relativa.

Exemplos:

Rentabilidade absoluta: o fundo de renda fixa do banco X rendeu 0,70% no último mês.

 

Rentabilidade relativa: o fundo de renda fixa do banco X apresentou um rendimento de 95% do CDI no último mês.

 

 

Rentabilidade Esperada versus Rentabilidade Observada

 

Rentabilidade esperada: é calculada como a média da rentabilidade observada. Representa uma expectativa de retorno do investidor.

 

Rentabilidade observada: é o histórico de rentabilidade. É a rentabilidade divulgada pelos fundos de investimento, por exemplo.

 

Figura – Retorno Observado x Retorno Esperado.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Rentabilidade Bruta versus Rentabilidade Líquida

 

Rentabilidade bruta: é a rentabilidade quando ainda não foram descontados os impostos.

 

Rentabilidade líquida: é a rentabilidade em que já foram descontados os impostos.

 

 

Exemplo:

 

CDB com rentabilidade bruta de 12% durante um período. Qual sua rentabilidade líquida?

Supondo que a alíquota de IR seja de 20%, temos:

12 * (1 – 0,20) = 9,6%

 

Liquidez

Liquidez é a capacidade de transformar um ativo (bens ou investimentos) em dinheiro. Quanto mais rápida for essa conversão, mais líquido esse bem será.

Exemplo: Investimentos em CDB possuem maior liquidez que o investimento em imóveis.

 

Risco

Ao analisar qual investimento a ser realizado, o investidor precisa analisar três fatores: rentabilidade do investimento, sua liquidez e grau de risco. Grau de risco pode ser definido como a probabilidade de perda ou ganho em uma decisão de investimento. Ou seja, é o grau de incerteza do retorno de um investimento e, normalmente, o risco tem relação direta com a rentabilidade: quanto maior o risco, maior o potencial de renda do investimento.

  • Risco de mercado: é o risco de perdas resultantes da variação dos preços de mercado dos ativos. Ex.: risco de títulos de dívida, ações, câmbio e mercadorias.
  • Risco de liquidez: é o risco de não se conseguir mobilizar recursos monetários para honrar obrigações quando apresentadas para liquidação. Também pode ocorrer por falta de demanda no mercado. Ex.: imóveis apresentam mais alto risco de liquidez do que títulos públicos.
  • Risco de crédito: pode ocorrer por quatro categorias de eventos:
    • a incapacidade final do tomador em honrar o contrato da dívida;
    • o atraso no pagamento dos valores contratados;
    • migração do crédito, isto é, a mudança de avaliação da probabilidade de pagamento do contrato por parte de avaliadores de crédito, como as agências de rating;
    • a renegociação do contrato forçada, sob estresse, impondo perdas ao credor.
  • Risco operacional: é a possibilidade do não retorno de um investimento em razão de problemas operacionais da instituição emitente do papel no qual os recursos foram investidos. Ex: falha nos equipamentos, pessoas pouco qualificadas, etc.
  • Risco legal: é o risco de perdas pela falta de cumprimento das leis, normas e regulamentos.
  • Risco de imagem: pode ser definido como o risco de perdas em decorrência de alterações da reputação junto a clientes, concorrentes, órgãos governamentais, etc.
  • Risco sistemático: é a parte da volatilidade do ativo que possui sua origem em fatores comuns a todos os ativos do mercado. Por exemplo, determinado resultado das eleições presidenciais afeta, em maior ou menor grau, todos os ativos do mercado.
  • Risco não sistemático ou específico: é a parte da volatilidade do ativo que tem sua origem em características específicas do ativo. Por exemplo, se uma plataforma da Petrobrás sofre um acidente, a princípio, somente as ações desta empresa recebem um impacto negativo.

O termo risco-país permite condições mensuráveis de avaliação da capacidade de pagamento de títulos emitidos por um país ou mudanças nesse país que impactem negativamente o valor dos ativos de indivíduos e empresas estrangeiras, como, por exemplo, questões econômicas e políticas.

A taxa é medida em pontos e calculada a partir de uma cesta de títulos negociados no mercado. Para avaliar o risco-país, cria-se uma carteira fictícia com papéis emitidos no mercado exterior e compara-se o rendimento com o rendimento de uma carteira americana, considerada livre de risco. Cada ponto significa 0,01 ponto percentual de prêmio acima do rendimento dos papéis da dívida dos EUA, considerada de risco zero de calote. Quando a confiança na economia de um país aumenta, o índice risco-país diminui.

Obs.: Não confundir o risco-país com o índice EMBI + (Emerging Markets Bond Index Plus).

 

Fatores Determinantes para Adequação dos Produtos de Investimento as Necessidades dos Investidores

  • Objetivo do Investidor
    • Se o investidor quer fazer uma reserva financeira de emergência, a melhor alternativa são os investimentos menos arriscados e com maior liquidez.
    • Se o objetivo é a aposentadoria, investimentos de longo prazo são mais interessantes.
  • Horizonte de Investimento
    • Quanto maior o horizonte de investimento, maior poderá ser o risco de mercado (volatilidade) do investimento.
  • Risco versus Retorno
    • Considerando que os investidores são racionais, concluímos que estes só estarão dispostos a correr maior risco em uma aplicação financeira para ir em busca de maiores retornos.
    • Segundo o princípio da dominância, entre dois investimentos de mesmo retorno, o investidor prefere o de menor risco e entre dois investimentos de mesmo risco, o investidor prefere o de maior rentabilidade.

Figura – Risco e Retorno.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Diversificação

A diversificação é como o investidor divide sua carteira de investimentos. Exemplo: investe 10% de seu dinheiro em debêntures, 30% em fundos de ações, 20% em fundo imobiliário e 40% na poupança. Ela ajuda a reduzir os riscos de perdas. Dessa forma, quando um investimento não estiver indo muito bem, os outros podem compensar, de forma que, em média, não haja perdas mais expressivas. 

Vale ressaltar que a diversificação reduz somente o risco não sistemático. Ou seja, o risco sistemático (aquele que afeta todo o mercado) não é alterado pela diversificação.

 

Figura – Diversificação da Carteira e Risco Não Sistemático.

Fonte: Elaborado a partir de Ehrhardt & Brigham (2012).

 

DICA!

A diversificação consegue reduzir apenas o risco não sistemático (específico). O risco sistemático não pode ser reduzido, nem mesmo com uma excelente diversificação.

 

 

Referência da aula

EHRHARDT, Michael C.; BRIGHAM, Eugene F. Administração financeira: teoria e prática. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

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Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Analista e Controller. Pesquisa efeitos spillover e herd behavior no mercado de ações. Produz estudos sobre basis risk no mercado de derivativos.
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