Riscos – Formas

Progresso das Aulas

Diversos riscos podem afetar as operações no mercado financeiro. A existência de riscos, além de diminuir o fluxo de transações financeiras, impacta relações comerciais, empresas, investidores, bancos e instituições governamentais. Eles podem ser oriundos de diversos aspectos e podem gerar perdas consideráveis para as instituições, até mesmo levando bancos à falência. Além da perda financeira, os riscos podem causar a perda de negócios por parte de empresas, pois, devido à dificuldade de mensuração, estas transferem o risco aos preços dos produtos, o que diminui a competitividade.

Na medida em que as transações ocorrem no mercado, há necessidade de prevenir os riscos. Para tanto, o primeiro passo é reconhecê-los.

 

Risco Político

Empresas e investidores que desejam participar do mercado precisam se adequar às leis e regulamentações deste. Para empresas, os motivos de se aventurar em um mercado são diversos. Entre as características que orientam o processo de escolha, é possível ressaltar a existência ou não de tarifas e se consistem em mercados protegidos. Mercados protegidos representam uma vantagem para as empresas, pois o custo de exportação para esses mercados torna-se muito elevado.

Para os investidores, o risco político pode dificultar a saída de capitais do país, como tarifas sobre a retirada de investimentos. Essas políticas visam a manter o capital dentro do país, o que, por outro lado, torna o investimento menos atrativo.

O risco político ocorre geralmente devido a questões legais que podem ser premeditadamente restritivas, com o intuito de proteger a economia local, ou não premeditadas, decorrentes de entraves relacionados a uma legislação ultrapassada ou mal formada. Os principais fatos geradores do risco político são:

  • intervenção do governo;
  • excesso de protecionismo;
  • barreiras ao comércio ou aos investimentos;
  • excesso de burocracia;
  • atrasos administrativos;
  • corrupção;
  • legislação desfavorável aos estrangeiros;
  • fracassos da condução política e administrativo do país; e
  • instabilidade social e política.

 

Na maioria dos casos, o risco político é associado à corrupção e à insegurança dos mecanismos jurídicos. Esses fatores desestimulam o crescimento de um ambiente confiável para negócios. A burocracia pode existir de diversas formas, como por meio de regras administrativas rígidas, excesso de pré-requisitos para licenças, aprovações e documentos.

 

Risco Extraordinário

Os riscos extraordinários são os de maior dificuldade de previsão, e estão, geralmente, ligados aos eventos naturais: terremotos, excesso de chuvas, vulcões, furacões, epidemias, tsunamis, entre outros. Eles também estão ligados aos acidentes de grandes proporções como vazamentos de usinas termonucleares, rompimento de uma barragem ou vazamento de gasodutos e oleodutos.

 

Risco Comercial

O risco comercial é utilizado para se referir ao risco de perdas geradas por escolhas comerciais erradas decorrentes da falta de conhecimento. O risco comercial pode ser resultado do fracasso da empresa resultante de estratégias mal formuladas e processos mal desenvolvidos ou falha moral. Os erros de condutas de gerentes podem criar situações de risco, como a má seleção de parceiros comerciais, escolhas erradas do tempo e o modo de se entrar em um mercado, precificação dos produtos, desenvolvimento de produtos ou marketing.

 

Risco Econômico e Financeiro

Risco econômico e financeiro se refere a possibilidade de que fatores de mercado impactem os investimentos realizados. O risco econômico e financeiro é, também, conhecido como risco mercadológico e envolve agregados macroeconômicos como a taxa de câmbio, taxas de juros do mercado, balança comercial, valores dos insumos produtivos e quebra sistêmica de bancos e demais instituições financeiras.

A valorização ou desvalorização imprevista da moeda pode impactar os caixas das empresas que realizam negócios naquela moeda e, consequentemente, pode variar os retornos dos investimentos realizados nelas. Assim como a variação imprevista da taxa de juros pode impactar negativamente as contas a receber e os compromissos das empresas. Um crescimento negativo do PIB pode significar uma queda do consumo e, consequentemente, um pior resultado econômico de empresas. Os riscos mercadológicos podem ser considerados riscos sistêmicos e, geralmente, são de difícil proteção, exigindo sofisticados instrumentos de proteção.

 

Risco-País

O risco-país é a junção de todos os riscos que envolvem especificamente o país. Como ele está relacionado a uma série de riscos e especificidades, trata-se de um risco de difícil mensuração. Além disso, esses riscos abrangem o mercado em sua totalidade; são considerados, portanto, riscos sistêmicos.

 

Risco de Variação das Taxas de Juros

As instituições financeiras tornam-se suscetíveis ao risco de variação das taxas de juros quando os seus ativos e passivos possuem prazos diferentes. O exemplo a seguir ajuda a compreender o modo como esse risco afeta os resultados das instituições.

Exemplo: O Banco Alfa possui R$ 100.000,00 aplicados em títulos do Banco Beta em uma aplicação de dois anos, financiados com a captação de R$ 100.000,00 em operações de um ano.

No exemplo, é possível observar que os prazos das aplicações e obrigações do Banco Alfa são diferentes. Ele só receberá o principal aplicado mais a remuneração em dois anos, mas as suas obrigações vencem após um ano, de modo que terá que utilizar recursos oriundos de outras fontes para fazer frente à obrigação. Como consequência, ele precisará contrair uma nova dívida de R$ 100.00,00 no segundo ano.

Caso o Banco Alfa tenha captado recursos à taxa de juros de 4% e aplicado estes à taxa de 5%, será possível perceber o seguinte resultado no final do primeiro ano:

  • Despesa financeira: R$ 100.000,00 x 4% = R$ 4.000,00;
  • Receita financeira: R$ 100.000,00 x 5% = R$ 5.000,00;
  • Margem de lucro: R$ 1.000,00.

Já no segundo ano, o resultado financeiro do Banco Alfa dependerá do modo como a taxa de juros for modificada. Assim, ele se torna completamente dependente das condições de mercado. Se a taxa de juros recuar, o Banco Alfa conseguirá obter recursos mais baratos, de modo a aumentar a sua margem de lucro. Todavia, se a taxa de juros subir mais do que 1%, ele observará prejuízo.

Considere que a taxa de juros aumentou de 4% para 6%. Qual será o resultado financeiro obtido pelo banco?

  • Despesa financeira: R$ 100.000,00 x 6% = R$ 6.000,00;
  • Receita financeira: R$ 100.000,00 x 5% = R$ 5.000,00;
  • Margem de lucro: – R$ 1.000,00.

Como é evidente, o banco observou um prejuízo de R$ 1.000,00 por ter emprestado por um prazo superior ao passivo que ele possui. Assim, o descasamento entre os prazos dos ativos e passivos fez com que ele ficasse exposto à variação da taxa de juros, de modo que o seu desempenho operacional foi comprometido pelas variações desta.

O comportamento da taxa de juros influencia o valor dos ativos em renda fixa. Quando a taxa de juros sobe, a instituição observa prejuízo se possuir um ativo, ou um ganho se ela possuir um passivo. Lembre-se do caso do Banco Beta, que precisa pagar 4% de juros, mas aplica esses recursos à taxa de juros de mercado de 6% no segundo ano.

Os instrumentos utilizados para fazer a gestão do risco de taxa de juros são derivativos: contratos futuros, swaps, opções.

Abaixo veja mais um exemplo:

Figura – Ativo e Passivos com Prazos Diferentes e sem Alteração da Taxa de Juros.

 

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Na figura, imagine um primeiro cenário em que não há mudança na taxa de juros. O Banco Alfa possui um ativo (um desembolso de R$ 200.000, que pode ser uma aplicação, por exemplo) pelo qual receberá 6% de juros em dois anos (taxa bianual, que equivale a 2,96% a.a. aproximadamente), totalizando (montante mais juros) R$ 212.000.

Desse modo, recebe um empréstimo (passivo 1) a uma taxa de 2%, que, finalizado o primeiro ano, devolve (-R$ 204.000). Para o segundo ano, assume um segundo empréstimo (para “preencher o buraco” do primeiro passivo) à mesma taxa de juros. Como é possível verificar, o que receberá pelo seu ativo será maior ao que pagará pelo empréstimo, obtendo um lucro final de R$ 3.920.

 

Figura – Ativo e Passivos com Prazos Diferentes e com Aumento da Taxa de Juros.

 

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Na figura acima, há um segundo cenário imaginário. Dessa vez, há um aumento na taxa de juros no tempo 1. Veja que o banco apresentará um prejuízo de R$ 160.

Como vimos, a variação da taxa de juros trouxe prejuízos para o banco devido ao descasamento entre ativo e passivos. Esse é o risco que se apresenta a uma instituição (neste caso, um banco) quando se trata da variação da taxa de juros.

A partir do exemplo, torna-se evidente que, se a taxa diminuir, o lucro do banco aumentará.

 

Risco de Crédito

Esse risco é observado quando a instituição financeira não recebe os pagamentos prometidos por suas aplicações.

Por exemplo, o Banco XYZ empresta R$ 1.000,00 para José da Silva vender sucos na praia, sendo que ele deve devolver o dinheiro após dois meses. No entanto, José da Silva utiliza o dinheiro para viajar e, no final do prazo, não consegue pagar o empréstimo. O Banco XYZ acaba perdendo os R$ 1.000,00 emprestados para José da Silva.

Formalmente, o risco de crédito pode ser definido como a probabilidade de as obrigações de caixa referentes a uma dívida não serem adequadamente saudadas. Ele ocorre quando o devedor não cumpre as suas obrigações ao não pagar os juros, o principal ou ambos.

A política de concessão de créditos, de gestão de risco e a capacidade administrativa da instituição financeira são exemplos de fatores que influenciam o risco de crédito. Os juros cobrados devem considerar a presença deste risco, de modo a constituir uma reserva para o seu cobrimento.

 

DECORE!

O primeiro acordo de Basileia, de 1988, já contava com medidas que buscavam reduzir o risco de crédito das instituições financeiras.

 

O risco de crédito pode ser reduzido através da diversificação da carteira de ativos.

 

Risco de Mercado

Esse risco decorre da variação observada no preço dos ativos. Ele pode ser formalmente definido como a probabilidade de uma instituição financeira observar prejuízo em determinada transação, provocado por comportamento inesperado da bolsa de valores, preço de commodities, inflação, etc.

Um exemplo que envolve o risco de mercado seria o de um banco que compra ações supondo que estas irão se valorizar, as quais, por fim, são desvalorizadas, implicando prejuízo.

O Valor no Risco (VaR) é a metodologia mais utilizada para gerir o risco de mercado. Ele evidencia o grau de exposição da carteira ao risco de mercado e as chances de perda de uma instituição de determinando montante de recursos, evidenciando a perda máxima esperada.

 

SAIBA MAIS!

O VaR fornece a probabilidade de que uma instituição apresente uma perda máxima de determinada magnitude.

 

Por exemplo, uma instituição observa que o seu VaR é de R$ 5 milhões, com um nível de confiança de 95%. Isso significa que existe 5% de chance de ela apresentar uma perda superior a R$ 5 milhões e uma chance de 95% de registrar uma perda máxima de R$ 5 milhões.

 

Risco Operacional 

O risco operacional mostra a probabilidade de a instituição financeira registrar perdas oriundas de erros humanos, falhas em sistemas de informação, computadores, eventos externos, fraudes, etc. Ele decorre de uma gestão inadequada dos riscos.

As pessoas são um componente vital das instituições financeiras, e o trabalho em ambientes de pressão, administração de grandes somas, metas pesadas e desavenças podem resultar em erros e fraudes. A adoção de mecanismos rígidos de controle interno reduz a probabilidade de ocorrência desses erros.

As novas tecnologias também representam um componente de risco. Elas exigem conhecimento aprofundado. Ademais, a realização de transações cada vez mais complexas e que exigem fluxo maior de dados pode gerar erros, falhas e panes que resultam na perda de informações ou na ausência de registro de informações importantes. A adoção de sistemas robustos, com rotinas adequadas e atualizadas, reduz esses riscos.

Outro risco operacional pode ser reconhecido na utilização de procedimentos inadequados de verificação e concessão de crédito ou na negligência de funcionários quanto à realização das operações necessárias. Isso pode elevar as taxas de inadimplência e, assim, comprometer os resultados da instituição financeira.

De modo a reduzir o risco operacional, as instituições financeiras precisam ter pleno conhecimento das operações e rotinas envolvidas em suas transações, a fim de estabelecer procedimentos internos eficientes de controle e monitoramento.

 

Risco de Variação Cambial

Esse risco surge quando uma instituição financeira realiza transações no exterior, converte os seus recursos para outra moeda, mas ocorrem variações cambiais adversas que reduzem os ganhos obtidos ou que implicam prejuízo. Esse risco está presente principalmente em países que possuem moeda mais volátil, como é o caso do Brasil.

Uma instituição financeira apresenta posição ativa quando possui mais ativos em determinada moeda estrangeira do que passivos e posição passiva quando possui mais passivos que ativos.

Acompanhe um exemplo para melhor entender os efeitos de variações cambiais inesperadas:

Um banco possui US$ 100.000,00 em dívidas nos Estados Unidos, devendo pagá-las em um ano a uma taxa de juros de 3% (US$ 100.000,00 * 3% = US$ 3.000,00). A taxa de câmbio está em US$/R$2,00 (ou seja, 1 dólar valem 2 reais) . Se continuar nesse patamar, ele terá que pagar R$ 206.000,00 – R$/US$ 2,00 x (US$ 100.000,00 + US$ 3.000,00).

A taxa de câmbio, todavia, foi desvalorizada de forma inesperada, passando para US$/R$3,00 (ou seja, 1 dólar valem 3 reais). Como resultado, a dívida do banco aumentou para RS$ 309.000,00 – R$/US$ 3,00 x (US$ 100.000,00 + US$ 3.000,00).

Observe que a dívida do banco aumentou inesperadamente em R$ 103.000,00 apenas devido às variações na taxa de câmbio. Caso o banco tivesse o mesmo montante aplicado em ativos no exterior, ele teria auferido um lucro inesperado de RS$ 103.000,00, ao invés de um prejuízo.

Esse exemplo mostra bem o quanto as variações cambiais inesperadas podem modificar o resultado de transações internacionais. O mercado futuro e de opções pode ser utilizado para eliminar o risco cambial de transações que envolvem várias moedas.

 

Risco Soberano

O risco soberano também é observado quando as instituições financeiras trabalham com ativos internacionais que envolvem a transação com diferentes moedas. Os países estrangeiros podem limitar o fluxo de pagamentos externos, fazendo com que a instituição não consiga trazer o dinheiro de volta. O calote da dívida é um exemplo em que um governo declara que não pagará as suas dívidas em moeda estrangeira.

Assim, ao aplicar em outros países, as instituições financeiras precisam identificar se existe risco de o país não conseguir pagar as suas contas. Elas devem adicionar um prêmio de risco soberano (e não apenas um prêmio de risco de crédito) aos juros exigidos para realizar a aplicação.

 

Risco de Liquidez

Esse risco evidencia a disponibilidade imediata de caixa das entidades financeiras. Quando um banco mantém uma quantidade limitada de recursos em caixa, existe o risco de muitos investidores sacarem ao mesmo tempo, fazendo com que esses recursos não consigam cobrir todos os saques.

Definição:

A liquidez revela a facilidade com que as instituições conseguem se desfazer de um título convertendo-o em dinheiro. Quanto maior a facilidade para resgatar uma aplicação, sem perdas, maior a sua liquidez. Por exemplo, aplicações em caderneta de poupança possuem liquidez imediata. Por outro lado, um imóvel não apresenta liquidez imediata, levando vários meses para ser vendido.

O risco de liquidez eleva-se conforme a empresa aumenta a proporção de depósitos à vista que são aplicados em ativos sem liquidez imediata. Caso ocorram muitos saques simultâneos, é importante que a empresa conte com mecanismos que lhe proporcione recursos adicionais, de modo que ela possa fazer frente ao maior volume de saques.

A crise de liquidez pode assumir três fases distintas, em ordem crescente de gravidade:

1) Elevação anormal de saques;

2) Se a elevação dos saques persistir, a instituição precisará vender seus ativos mais líquidos; ou

3) Em um caso extremo, todos os titulares dos ativos podem desejar retirar suas aplicações do banco, o que pode conduzi-lo à falência.

 

Risco Legal

Esse risco é observado quando a legislação vigente não regulamenta as transações financeiras de modo eficiente. Ele também é perceptível na presença de desconhecimento sobre todos os aspectos e dispositivos jurídicos que envolvem a transação.

O risco legal também ocorre quando se observa falta de padronização jurídica dos contratos que regulamentam as transações financeiras em diferentes países. A presença de regulamentos que se contrapõem ou a existência de “vácuo institucional” pode dificultar a realização das transações ou a ativação dos dispositivos jurídicos adequados caso ocorra algum imprevisto na transação.

 

Risco de Compliance

O termo compliance é utilizado para identificar o seguimento das normas e os procedimentos impostos às instituições. Isto é, significa seguir e cumprir as leis e regulamentos internos e externos. Uma instituição “está em compliance” quando possui como principal objetivo seguir as leis e adota procedimentos que garantam o seguimento das normas. Assim, compliance pode ser definido como um esforço permanente de certificação de que as diferentes áreas da empresa seguem as regras e regulamentos estabelecidos.

O risco de compliance representa as sanções legais ou regulatórias que podem ser aplicadas a uma instituição quando esta não segue as leis, regulamentos e códigos de conduta.

Diversos casos foram observados em que a estabilidade do sistema financeiro foi comprometida pela presença de instituições financeiras que apresentavam baixa qualidade ou até mesmo não apresentavam controles internos, assim como em situações em que houve falência de instituições importantes: Banco Barings, Enron, WorldCom.

Como resultado, o acordo de Basileia atribui importância cada vez mais elevada a esse aspecto. Esse acordo estabeleceu recomendações, metas e padrões que devem ser seguidos pelas entidades financeiras na definição de seu capital mínimo e dos regulamentos internos.

Entre os benefícios do compliance, encontram-se:

  • combater o descumprimento das leis e normas;
  • formar uma cultura interna de seguimento das normas e regulamentos;
  • reforçar a imagem e os princípios éticos da empresa;
  • criar uma relação mais transparente com os órgãos de regulação; e
  • avaliar o seguimento dos princípios morais e éticos.

 

Quadro – Riscos.

Item Descrição
Risco PolíticoIntervenção do governo, excesso de protecionismo, barreiras ao comércio ou aos investimentos, excesso de burocracia, atrasos administrativos, corrupção, legislação desfavorável aos estrangeiros, fracassos da condução política e administrativa do país, instabilidade social e política.
Risco ExtraordinárioLigado a eventos naturais, terremotos, entre outros. E também a acidentes, como rompimento de barreiras, vazamentos de óleo, etc.
Risco ComercialFracasso da empresa resultante de estratégias mal formuladas e processos mal desenvolvidos ou falha moral.
Risco Econômico e FinanceiroMercado impacta os investimentos realizados.
Risco-PaísJunção de todos os riscos que envolvem o país em específico. Dos citados anteriormente, os mais importantes são o risco político, o risco mercadológico e o risco extraordinário.
Risco da Variação da Taxa de JurosQuando a taxa de juros sobe, a instituição observa prejuízo se possuir um ativo ou ganho se ela possuir um passivo.
Risco CréditoQuando a instituição financeira não recebe os pagamentos prometidos por suas aplicações.
Risco de MercadoDecorre da variação observada no preço dos ativos.
Risco OperacionalMostra a probabilidade de a instituição financeira registrar perdas oriundas de erros humanos, falhas em sistemas de informação, computadores, eventos externos, fraudes, etc.
Risco de Variação CambialOcorre quando uma instituição financeira realiza transações no exterior, converte os seus recursos para outra moeda, mas ocorrem variações cambiais adversas que reduzem os ganhos obtidos ou que implicam prejuízo.
Risco SoberanoÉ observado quando as instituições financeiras trabalham com ativos internacionais que envolvem a transação com diferentes moedas. Os países estrangeiros podem limitar o fluxo de pagamentos externos, fazendo com que a instituição não consiga trazer o dinheiro de volta.
Risco LiquidezEvidencia a disponibilidade imediata de caixa das entidades financeiras.
Risco LegalÉ observado quando a legislação vigente não regulamenta as transações financeiras de modo eficiente.
Risco ComplianceÉ utilizado para identificar o seguimento das normas e os procedimentos impostos às instituições.

Fonte: Elaborado pelo autor.


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Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Analista e Controller. Pesquisa efeitos spillover e herd behavior no mercado de ações. Produz estudos sobre basis risk no mercado de derivativos.
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