Tipos de gráficos: Linha, Barras, Candlestick, Ponto e Figura

Progresso das Aulas

Os analistas técnicos que se utilizam de ferramentas gráficas buscam elaborar canais de tendência conforme a amplitude das variações ocorridas nos preços. Esses recursos podem ser adotados como forma de identificar a mudança na posição no mercado, ou seja, figuras identificadas nos gráficos ou movimentos particulares podem significar aumentos anormais nos preços ou quedas subsequentes.

Os movimentos nos preços, como estabilidade, alta ou quedas são identificados em gráficos conforme o corte temporal (período analisado) e frequência (diário, semanal, anual). Para isso, são adotados diferentes gráficos, entre eles, podem ser identificados quatro gráficos principais:

 

Figura – Gráfico de Linha.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Figura – Gráfico de Barras e Volume.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Figura – Gráfico de Candlestick.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Figura – Gráfico de Ponto e Figura.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Cada um apresenta suas vantagens e desvantagens e foram elaborados para agregar informações ao observador. Os gráficos são geralmente apresentados segundo um eixo vertical de valor e um eixo horizontal de tempo. Porém, também há gráficos que observam o volume (quantidade) negociado na vertical, nesse caso, ele é geralmente demonstrado abaixo do gráfico de preços.

O gráfico de linha é o mais usual deles, nele são demonstrados os preços dos ativos analisados. Para uma ação, por exemplo, podem ser adotados os preços de encerramento do dia (o mais comum), aberta do dia, máxima do dia ou mínima do dia. Observe o exemplo para a empresa Pão de Açúcar:

 

Figura – Exemplo de gráfico de linha com ações do Pão de Açúcar.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

O gráfico de linhas apenas marca o ponto que indica o valor analisado e os liga através de linha, portanto, é o menos informacional dos gráficos aqui demonstrados pois não consegue representar os movimentos dentro de cada momento do tempo.

Já o gráfico de barras se assemelha à estrutura do gráfico de linhas, contudo, realça os valores identificados neles. É comum o uso dele com o gráfico de linhas geralmente demonstrando o volume negociado logo abaixo do gráfico de linhas, como no exemplo anterior.

Uma variante muito utilizada do gráfico de barras é o Open, High, Low, Close (OHLC). Nele cada barra é um período de tempo (dia, semana, etc.) e indica a abertura, fechamento, máximas e mínimas do ativo.

 

Figura – Gráfico de Open, High, Low, Close (OHLC).

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Observe que através do gráfico de barras é possível compreender toda a dinâmica ocorrida durante o pregão realizado. Se o preço de fechamento for superior ao preço de abertura é obtida uma barra de baixa. Já se o preço de encerramento for inferior ao de abertura é obtida uma barra de queda. Esse gráfico é geralmente utilizado com cada barra equivalente a um pregão.

Quanto maior é a barra demonstrada, maior foi a oscilação do período analisado. Da mesma forma, caso a diferença entre o preço de abertura e fechamento for baixa, então houve pouca mudança do início até o final do período.

Dica: Se a barra da esquerda (abertura) estiver acima da direta (fechamento), é uma barra de baixa. Caso contrário, é uma barra de alta. Geralmente, a barra de baixa é representada pela cor vermelha (mas não é uma regra), o gráfico como um todo pode ser representado pela figura a seguir:

 

Figura – Gráfico de barras de baixa e de barras de alta.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

O gráfico de candlestick também apresenta o mesmo conteúdo, porém, é a abordagem que facilita a visibilidade dos movimentos. Elaborado no Japão (começaram a ser utilizados em meados de 1870, século XIV, com a abertura do mercado de ações Japonês; mas evolucionaram dos estudos de um comerciante de arroz, Munehisa Homma, em meados de 1700, no século XVIII), nele são incorporadas informações sobre a abertura, encerramento, máxima e mínima do ativo. Todas essas informações permitem análises criteriosas sobre o investimento. As linhas verticais demarcam a máxima e a mínima do período analisado, enquanto o retângulo demonstra a abertura e o fechamento. O retângulo preenchido indica que o encerramento foi abaixo da abertura e geralmente é adotada a cor vermelha ou preta (mas não é uma regra). Já o retângulo não preenchido ou verde (não é uma regra) indica alta. Um exemplo:

 

Figura – Exemplo de candlestick.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

O retângulo é chamado de candle ou corpo, o traço é usualmente chamado de sombra (em inglês: shadow) e a forma completa com o traço é chamada de candlestick. A sombra superior (em inglês: upper shadow) pode ser chamada de pavio e a sombra inferior (lower shadow) pode ser chamada de cauda. Isto posto, caso o candle seja preto, indicando baixa, a alta é geralmente indicada com um candle vazio, mas caso o candle seja vermelho (indicando baixa) a alta é geralmente indicada com um candle verde. O gráfico completo pode ser observado a seguir:

 

Figura – Exemplo de gráfico de candlestick.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Os gráficos de candlestick facilitam a visualização de padrões e são aplicados na visualização de reversão de padrões, identificação de tendências e avaliação de grandes oscilações. Quanto maior é a sombra, maior é a oscilação, e quanto maior é o candle, maior é a pressão compradora (superioridade das ordens de compra) ou vendedora (superioridade das ordens de venda). Finalmente, é importante lembrar que os gráficos candle podem ser usados em todos os mercados que possuam abertura, alta, baixa e fechamento (e. g.: mercado de ações japonês, norte-americano, de futuros, etc.)

Por fim, há os gráficos de ponto e figura. Neles são demonstrados os preços em relação aos movimentos observados no mercado. Portanto, são úteis para a avaliação da interação entre volume e preços e sua principal aplicação está na análise de direção dos movimentos de preços. Diferente dos demais gráficos apresentados anteriormente, ele não considera as mudanças ao longo do tempo.

No eixo vertical é apresentado o preço e na horizontal a quantidade de mudanças de direção. A figura gráfica é uma grade formada por caixas que indicam diferenças de preços (pode ser: 10 centavos, 5 centavos, 1 real, etc.).  A reversão de direção é dada em quantidade de caixas (geralmente 3 caixas).

 

Figura – Gráfico de Ponto e Figura.

Fonte: Elaborado pelo autor.

 

Considerando o preço de fechamento em relação ao de abertura, nesse gráfico o “X” indica um aumento de pelo menos uma caixa e o “0” indica uma redução de pelo menos uma caixa. Caso o aumento/queda seja igual ou maior que duas caixas, serão preenchidas caixas correspondentes ao tamanho da variação. Movimentos inferiores a uma caixa são ignorados.

Note que cada coluna é preenchida com os mesmos símbolos. A justificativa está no fato do preenchimento ocorrer na mesma coluna enquanto o sentido de o preço permanecer o mesmo. Independentemente de ter mudado o dia (mês, semestre ou outro período analisado), se o sentido permanecer o mesmo, o preenchimento é mantido até que haja reversão e, portanto, mudança de coluna.

Através desse gráfico o analista pode identificar que os preços sobem até um determinado patamar e dele começa uma reversão. A análise contrária também pode ser realizada, ou seja, pode ser identificado um padrão para as quedas.

A existência de grandes colunas indica pressão de compra ou de venda no ativo analisado, enquanto colunas pequenas indicam equilíbrio entre as duas forças do mercado.

Um detalhe adicional interessante para os usuários deste tipo de gráfico é o aumento da sensibilidade de um gráfico ponto e figura, o que se realiza simplesmente diminuindo o tamanho da caixa, que pode ser útil para os traders de curto prazo. Já o contrário é valido para os traders de longo prazo, para os quais é útil uma caixa maior (com menor sensibilidade).

Também, é importante lembrar que estes gráficos não são adequados para identificar áreas de acumulação e distribuição, dado que se preocupam exclusivamente na relação oferta e demanda.


 

DICA IMPORTANTE!

As questões de aula se destinam unicamente à fixação dos conceitos abordados.

Antes de agendar a prova, é recomendado que obtenha a pontuação mínina nos exercícios ao final dos capítulos e nos simulados disponíveis ao final do curso (capítulo Simulados). Neles, o nível de dificuldade é ajustado conforme a prova.

Doutor em Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas. É economista, especializado em Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atuou como Analista e Controller. Pesquisa efeitos spillover e herd behavior no mercado de ações. Produz estudos sobre basis risk no mercado de derivativos.
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